Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Rodrigo Garcia diz que governo Doria já exonerou 300 funcionários

Em entrevista à Rádio Eldorado, vice-governador afirmou que governo repôs 50% dessa quantidade; ele negou que seja 'caça às bruxas'

Carolina Ercolin, Fabio Leite, Adriana Ferraz e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2019 | 08h54

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, afirmou na manhã desta terça-feira, 15, que o Estado já exonerou 300 servidores comissionados, e readmitiu 50% desse número. Segundo ele, trata-se de melhorar a eficiência do governo e não de uma "caça às bruxas". Afirmou, ainda, que o governo prepara um pacote de concessões, extinção e fusão de estatais. Ele disse que o projeto para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é de capitalização. "Queremos um governo mais enxuto, que gaste mais com serviços públicos e menos com máquina pública", disse em entrevista à Rádio Eldorado. 

Segundo Rodrigo Garcia, haverá um balanço no início de fevereiro sobre os cargos terceirizados para novos cortes. Garcia disse ainda que o governo deseja conceder para a iniciativa privada 20 aeroportos regionais que estão sob administração pública e tirar do papel essas medidas ainda no primeiro semestre. Falou, ainda, sobre o trem de média velocidade que conectaria a cidade de São Paulo com Campinas. 

Sobre a Sabesp, disse que o objetivo do governo é criar uma holding para administrar áreas como o serviço de resíduos sólidos. "A ideia é bucar capital privado, capitalizar a empresa, mas sem perder o controle do Estado". Ele não negou, no entanto, a possibilidade de privatizar a companhia. "Se o marco regulatório do saneamento for aprovado no Congresso como está, o Estado será obrigado a rever a posição e, aí sim, partir para uma privatização da Sabesp. Ele (o marco) tira as condições de competitividade de empresas estatais", disse. 

Garcia informou, ainda, que o governo pretende manter no governo o ex-ministro Gilberto Kassab, alvo de busca e apreensão em dezembro e licenciado do cargo de secretário da Casa Civil de São Paulo. A Procuradoria-Geral da República afirmou que ele teria recebido R$ 58 milhões do grupo J&F entre os anos de 2010 e 2016. Ele nega as acusações. Questionado, Garcia respondeu que "não se pode pré-julgar ninguém". "O Kassab não tem nenhuma condenação. O que tem são acusações e todo homem público está sujeito a isso". 

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