Paulo Giandalia/Estadão
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Quem define corte de gastos é a presidente, diz ministro das Cidades

Gilberto Kassab se reuniu nesta quarta com o governador Geraldo Alckmin para tratar das parcerias com a administração estadual

Felipe Resk e José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 16h45

SÃO PAULO - Em sua primeira viagem como ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD-SP) afirmou que cabe à presidente Dilma Rousseff (PT) definir se os cortes de orçamento no governo federal afetarão as obras estaduais que recebem apoio da pasta."Em relação ao corte de gastos, quem define é a presidente. Ela comanda o governo e saberá, diante de cortes que possam ocorrer, definir as prioridades. Posso afirmar que as prioridades são no campo social: saneamento, mobilidade, habitação, ao lado de saúde e educação", disse o ministro.

De acordo com Kassab, a recomendação da presidente é que "haja a maior eficiência possível no uso do recurso público". O ministro, no entanto, não detalhou como a política de ajuste fiscal vai impactar diretamente os projetos no Estado de São Paulo.

Nesta quarta-feira, 7, Kassab se reuniu com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para tratar das parcerias entre a administração estadual e o ministério. Ambos ressaltaram que o encontro foi uma oportunidade de colocar em contato as equipes técnicas para garantir a continuidade dos projetos no Estado.

A reunião a portas fechadas também teve a participação de assessores do ministério que ainda não foram nomeados pela presidente Dilma. O futuro secretário-executivo do ministério, Elton Santa Fé, e os secretários Miguel Bucalem e Paulo Ferreira já trabalham mesmo antes da publicação da nomeação no Diário Oficial. Representante do PT nas Cidades, a secretária de Habitação, Inês Magalhães, também participou do encontro. Pelo lado do governo de São Paulo, participaram secretários e o antigo titular do Planejamento estadual Júlio Semeghini.

Transposição. Alckmin também aproveitou a reunião para reforçar o pedido de inclusão do projeto de transposição de água da represa Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, para o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto é um dos oito apoiados pelo Ministério das Cidades na área de Saneamento em São Paulo.

"Eu pedi ao ministro Kassab, mas depende também do Ministério do Planejamento, o enquadramento no PAC. Porque feito o enquadramento, nós podemos imediatamente lançar o edital. O projeto executivo já está pronto", afirmou o governador.

As obras de transposição foram anunciadas em março de 2014, com custo estimado em R$ 500 milhões e conclusão prevista em 18 meses, e causaram polêmica com o governo do Rio de Janeiro, que temia impacto negativo da transposição na vazão do Rio Paraíba, única fonte abastecimento de água para mais de 10 milhões de pessoas naquele Estado.

 

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