Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

PT vai tentar formar frente de centro-esquerda para apoiar Lula na eleição, dizem lideranças

Ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha acha que os outros políticos não vão querer ficar com imagem de "algoz do Lula"

André Ítalo Rocha, Thais Barcellos e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2018 | 14h51

Com o fortalecimento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presidente da República na eleição deste ano, o PT vai fazer um esforço para que as demais siglas de esquerda se unam em torno do nome de Lula. "Tem muito político que não vai querer ficar com a imagem de algoz do Lula", disse o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.

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O ex-ministro evitou responder qual será a postura do ex-ministro Ciro Gomes em relação a isso. Gomes, que foi ministro de Lula, é pré-candidato do PDT à Presidência. Padilha disse também que isso faz parte do plano de Lula de fazer novas caravanas pelo País. "Assim ele poderá se aproximar das lideranças locais e não apenas da população", afirmou Padilha.

O deputado José Guimarães (PT-CE), por sua vez, disse que uma ação junto com partidos do campo progressista, tais como PCdoB, PSB, PDT, PSOL, será uma das medidas tomadas pelo PT para consolidar a candidatura de Lula. O partido também irá intensificar ações de rua e de apoio internacional.

Questionado se a ideia é lançar uma candidatura conjunta de centro-esquerda, Guimarães respondeu que o 'plano A' é Lula. "Queremos discutir com todo mundo antes de decidir se eles lançam ou não. Consolidada a candidatura de Lula, decidimos o que fazer. Primeiro ou segundo turno com eles todos."

Citando o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de Mello, que disse que uma eventual prisão de Lula incendiaria o País, Guimarães disse que deve prevalecer o "bom senso". "Acho que é muito difícil decretarem a prisão do Lula".

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