Albarirosa/AGP
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Procurador-geral chama esquema de corrupção na Petrobrás de 'aula do crime'

Ao participar da apresentação de denúncias a executivos e empreiteiras, Janot manda recado 'a investigação chegará até o final'

Ricardo Brandt (enviado especial) e Fausto Macedo , O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 20h35



Curitiba e São Paulo - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez questão de participar nesta quinta-feira, 10, da apresentação pública das cinco denúncias criminais oferecidas contra os primeiros executivos de empreiteiras, alvos da Operação Lava Jato, e mandou um recado para as demais envolvidas. 

”A complexidade dos fatos nos leva a intuir a dimensão dessa investigação. Seguiremos, como sempre fizemos, de forma serena equilibrada, mas de forma firme e contundente”, afirmou Janot, depois da apresentação de como funcionava o esquema de corrupção na Petrobrás, classificada por ele como “aula de crime”.

“Começamos hoje essa nova fase dessas investigações. Outras se seguirão. Esse não será um trabalho de tempo rápido. Demandará ainda um tempo para a sua completa elucidação”, explicou Janot. “Meu papel é de dar apoio a essa nova fase que se inicia”, completou. 

As declarações vêm depois de notícias apontaram um suposto “acordão” que estaria sendo costurado pelas empreiteiras alvos, para tentar livrar os alvos da responsabilização. “Cada pessoa, pela disposição legal, tem responsabilidade pelo ato que praticou. Isso não é vontade do Ministério Público, é vontade do legislador”, afirmou Janot.

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“Diante do que se esboça aqui, vocês podem entender o recado que eu pude externar alguns dias atrás de que essas pessoas na verdade roubaram o orgulho dos brasileiros”, explicou Janot, que na última semana elevou o tom apontando inclusive a saída da presidente da Petrobrás, Graça Foster, como uma medida adequada diante dos fatos.

“Queria reafirmar o compromisso que, de forma equilibrada e responsável, mas de forma muito firme, essa investigação chegará até o final dela”, afirmou o procurador-geral, que disse que as novas etapas de investigações serão longas.

“Começa hoje mais uma fase desse trabalho, que será longo, não vai ser resolver em um tempo breve, mas que será levado a cabo com temperança, com tranquilidade e de forma objetivo, incisiva e transparente”, garantiu Janot, reforçando a atuação em parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal. 

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