Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Presidente do PSB diz que votos que contrariaram resolução do partido são ‘balbúrdia partidária’

Conselho de Ética do partido abriu processo contra deputados que votaram a favor da reforma da Previdência na Câmara

Pedro Prata, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 10h08

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta terça, 16, que o partido não teme expulsar todos os deputados que contrariaram a decisão da sigla e votaram a favor do texto base da reforma da Previdência na Câmara. O PSB, que havia fechado questão contra a proposta, possui 32 deputados na Câmara, mas 11 votaram contrariamente à orientação do partido.

"Não se pode permitir que haja essa balbúrdia partidária na qual as siglas não representam valores, mas sim agrupamentos de pessoas", disse Siqueira em entrevista à Rádio Eldorado. O Conselho de Ética se reuniu nessa segunda-feira, 15, e foi instaurado o processo contra os deputados. Eles foram notificados e terão dez dias para apresentar sua defesa. Cada processo correrá individualmente.

Siqueira preferiu não se posicionar sobre a penalização que deve ser adotada aos deputados enquanto a Comissão de Ética não conclui o processo. O órgão tem função opinativa, e apresentará seu parecer ao diretório nacional. Este, sim, decidirá qual medida adotar. As penalizações vão desde advertência até expulsão.

Abertura de processo não é inédita

Durante as discussões de aprovação da reforma trabalhista durante o governo de Michel Temer, em 2017, o PSB também havia fechado questão contra a reforma. Mesmo assim, 13 deputados votaram em desacordo com a decisão do partido. A direção do PSB decidiu punir os parlamentares. Cinco deles se desligaram da legenda antes que fossem expulsos, entre eles a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Se confirmada a expulsão de todos os deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, o PSB perderia aproximadamente um terço de seus deputados na Câmara. "Nas vezes em que o PSB enfrentou essa situação, enfrentou sem temor. O partido nunca fez concessões a injustiças sociais e honrará seu compromisso de defesa dos direitos dos mais simples.”

Desta vez, os alvos de processo no PSB são: Átila Lira (PI), Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS),  Luiz Flávio Gomes (SP),  Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho  (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES).

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