Vera Massaro e José A. Teixeira/Alesp
Vera Massaro e José A. Teixeira/Alesp

Presidente da Alesp impede homenagem a Pinochet

Ditadura militar chilena levou 200 mil pessoas ao exílio, torturou milhares e deixou mais de três mil mortos; deputado do PSL quer homenageá-lo no Dia Internacional dos Direitos Humanos

Matheus Lara, Gregory Prudenciano e Tiago Aguiar, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 08h16
Atualizado 21 de novembro de 2019 | 20h55

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Cauê Macris (PSDB), assinou nesta quinta um ato para impedir a realização de evento com homenagem ao ditador chileno Augusto Pinochetque governou o Chile entre 1973 e 1990.

O ato será publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira. Quem marcou o ato solene para homenagear o ditador foi o deputado estadual Frederico D'Ávila (PSL-SP). 

A homenagem foi marcada na agenda oficial da Alesp para 10 de dezembro, data que é Dia Internacional dos Direitos Humanos e também aniversário da morte de Pinochet. O evento foi protocolado na semana passada. 

Para d'Avila, o ditador chileno "conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético da época se instalasse no seio da sociedade chilena". Ainda segundo o deputado, "a visão comunista" não consegue entender "o bem que ele fez àquele país e à América Latina".

A ditadura militar chilena levou 200 mil pessoas ao exílio, torturou milhares e deixou mais de três mil mortos, sem contabilizar os desaparecidos.

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