Reprodução TV ALESP
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Deputado do PSL diz que Pinochet impediu violação de Direitos Humanos e propõe homenagem na Alesp

O ato foi marcado para 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos

Gregory Prudenciano e Tiago Aguiar, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2019 | 19h42
Atualizado 21 de novembro de 2019 | 10h20

O deputado estadual Frederico d'Avila (PSL-SP) marcou um ato solene na agenda da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em memória do ditador Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990. A homenagem foi marcada na agenda oficial da Alesp para 10 de dezembro, data que é Dia Internacional dos Direitos Humanos e também aniversário da morte de Pinochet. O evento foi protocolado na semana passada. 

Para d'Avila, o ditador chileno "conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético da época se instalasse no seio da sociedade chilena". Ainda segundo o deputado, "a visão comunista" não consegue entender "o bem que ele fez àquele país e à América Latina".

A ditadura militar chilena levou 200 mil pessoas ao exílio, torturou milhares e deixou mais de três mil mortos, sem contabilizar os desaparecidos. Próximo ao partido bolsonarista em formação, Aliança pelo Brasil, e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, d'Avila foi assessor do programa de Governo para o agronegócio da candidatura do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Está no seu primeiro mandato.

Reações

Com a repercussão do evento nesta quarta-feira, o mandato da Bancada Ativista, do PSOL anunciou que irá protocolar no Ministério Público um pedido de investigação de d'Avila por ato de improbidade administrativa.

Para Mônica Seixas, líder da Bancada Ativista, a homenagem soa como provocação "especialmente neste momento em que o Chile vive uma convulsão social em que a população se mobiliza contra o pacote neoliberal aplicado pelo governo do presidente Piñera". D'avila já havia associado as manifestações chilenas ao Foro de São Paulo em postagem em outubro deste ano.

Em nota, a assessoria do deputado Cauê Macris (PSDB), presidente da Alesp, informou que assinará nesta quinta-feira, 21, um ato impedindo que aconteça o evento dentro do recinto do legislativo paulista.

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