Wilton Junior / Estadão
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Prefeitura não tem dinheiro nem previsão para pagar salário de dezembro e 13º, diz Paes

Secretário municipal da Fazenda, Pedro Paulo (DEM), deve dar previsão de pagamento até próxima segunda-feira

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2021 | 20h13

RIO - A Prefeitura do Rio de Janeiro não tem dinheiro em caixa e, por enquanto, não sabe quando conseguirá quitar o salário de dezembro e o 13º salário dos servidores municipais. A informação foi dada neste sábado, dia 2 pelo prefeito Eduardo Paes (DEM), que logo cedo foi à sede administrativa da prefeitura para o primeiro dia de trabalho após tomar posse e nomear os secretários, na sexta-feira, dia 1º. Ele afirmou que o secretário municipal de Fazenda e Planejamento, o deputado federal licenciado Pedro Paulo (DEM), está “tomando pé” da situação e pretende dar alguma previsão de pagamento até a próxima segunda-feira, dia 4.

"Que não tem (dinheiro em caixa), eu tenho certeza. É muito fácil distribuir contracheque e não deixar o dinheiro em conta. A nossa realidade é que o governo (do ex-prefeito Marcelo) Crivella deixou duas folhas de pagamento, o 13º e a folha de dezembro descobertos. Nós vamos fazer todo o esforço do mundo e o secretário Pedro Paulo deve dar mais detalhes até a segunda-feira. Agora estamos tendo acesso às contas da Prefeitura para ver como vai ser esse pagamento. É prioridade absoluta. O fato é que não deixaram qualquer recurso em caixa”, afirmou à imprensa o prefeito recém-empossado.

Em 30 de dezembro, após receber R$ 50 milhões da Câmara Municipal, a prefeitura do Rio – sob o comando do vereador e então prefeito em exercício Jorge Felippe (DEM) – anunciou o pagamento do 13º salário aos servidores com salários entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Servidores de outras faixas salariais, no entanto, ainda não foram pagos.

Na sexta-feira, o secretário Pedro Paulo já havia confirmado a gravidade das contas da prefeitura: “Já na transição (entre as gestões de Crivella e Paes) a gente tinha mapeado que a situação era muito grave. Desde o primeiro momento a gente trabalhou com um cenário bastante pessimista, que está se confirmando. O volume de restos a pagar é enorme. É algo que nem a Secretaria de Fazenda tem a dimensão ainda do tamanho. Por isso que eu digo que o desafio fiscal é na ordem de R$ 10 bilhões", afirmou à imprensa naquele dia.

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