Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

'Por mais grave que seja a crise, não será mais forte que nós', diz comandante da Marinha

Ao lado de Temer, almirante Ferreira fala em 'tempo difíceis' e pede que militares mantenham 'hierarquia e disciplina'

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2017 | 12h03

BRASÍLIA - Em mensagem durante as comemorações do Dia da Batalha Naval do Riachuelo, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacelar Leal Ferreira, disse que "por mais grave" que a crise se apresente, ela "não será mais forte do que nós".

A fala do almirante foi ao lado presidente Michel Temer (PMDB), que acompanhou as comemorações no Grupamento de Fuzileiros Navais, ao mesmo tempo em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiniciava a sessão de julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer.

"Vivemos tempos difíceis e incertos", reconheceu em sua fala o almirante. Ele, porém, pediu aos militares que mantenham "hierarquia e disciplina".

O comandante da Marinha avisou ainda que a corporação, o Exército e a Aeronáutica "cumprirão rigorosamente os deveres constitucionais".

O almirante, que usou sua ordem do dia para comparar o enfrentamento e a vitória do almirante Barroso na Batalha de Riachuelo com as "condições adversas" enfrentadas hoje no País, disse que é preciso "enfrentar as dificuldades do presente com coragem e determinação" diante das condições adversas, salientando que, como atrás, os problemas serão vencidos.

Ele pediu ainda que sejam mantidos os recursos para a Marinha continuar a defender o Brasil "a despeito dos problemas internos", já que existem também problemas externos ameaçando a paz.

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