Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Políticos lamentam morte de Bebianno, ex-ministro do governo Bolsonaro

'Eventualmente, política nos afasta, mas não apaga jamais o bom combate que travamos juntos', diz Mourão

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2020 | 13h53

Políticos brasileiros lamentaram neste sábado, 14, a morte do ex-Secretário-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, pré-candidato do PSDB à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições 2020. 

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) usou o Twitter para se manifestar. "Transmito meus pêsames à família de Gustavo Bebianno, que esteve conosco desde os primeiros momentos da campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro. Eventualmente, a política nos afasta, mas não apaga jamais o bom combate que travamos juntos", escreveu.

Bebianno foi braço direito de Bolsonaro e sua família até protagonizar a primeira crise do governo eleito em 2018 e ser demitido em meio a brigas com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente. Relembre as alianças e crises entre Bebianno e a família Bolsonaro.

"O Brasil perde hoje um grande homem, que muito fez pelo País. Sempre será motivo de orgulho para o PSDB/RJ ter a passagem de Gustavo Bebianno registrada em sua história", divulgou o diretório fluminense do partido em nota no Twitter.

"Quarta passada recebi Gustavo Bebianno. Tivemos ótima conversa sobre sua entrada na vida pública. Convivemos pouco, mas era cristalino que estava com um homem de boa índole, preparado e animado em se apresentar à população do Rio esse ano", escreveu em nota o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

Governador de São Paulo, o tucano João Doria, que levou Bebianno para o PSDB, também se pronunciou na rede social. "Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor". Doria foi ao enterro de Bebianno em Teresópolis.

Presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, Marco Vinholi escreveu que Bebianno era um "homem de princípios e de trabalho". "Seu desejo de ajudar a mudar a vida dos brasileiros o levou à política e ao desafio de disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, onde, temos certeza, teria feito a diferença".

Já para Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Bebianno "foi um sujeito fundamental para 2018. Foi quem enxergou ali a oportunidade de fazer um presidente de direita e substituir aquele bocado de coisas que vinha já por um longo tempo. É lastimável que ele tenha falecido com 56 anos”, disse ao Estadão/Broadcast.

Os dois foram colegas no início do governo Bolsonaro, ficaram próximos nesse período em que dividiram os corredores do Palácio do Planalto e mantiveram o contato mesmo após ambos terem sido demitidos de suas funções.“Sempre conversei muito com ele. Bebianno era uma pessoa extremamente equilibrada”, acrescentou.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, usou suas redes sociais para lamentar. Para ele, Bebianno seria "mais um bom quadro para a disputa na nossa cidade do Rio". "Tivemos um relacionamento muito respeitoso e ele sempre se mostrou correto e equilibrado no trato dos assuntos", escreveu.

Ministro da Educação, Abraham Weintraub disse que estava deixando no passado qualquer divergência com ele - Bebianno se envolveu em crises no governo Bolsonaro, relembre. "Nesse momento, deixo no passado divergências. Manifesto meus sentimentos à família e desejo que ele esteja em paz, em um lugar melhor", escreveu, em sua conta nas redes sociais.

Ex-colega de partido de Bebianno, Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que o ex-ministro foi "muito magoado". "Eu vi esse homem de quase dois metros chorar como criança por tudo o que fizeram contra ele. Eu vi ele ter o coração dilacerado por ser tão injustiçado por quem amava verdadeiramente", disse a parlamentar, se referindo ao processo que levou à demissão de Bebianno do governo de Jair Bolsonaro no começo do ano passado.

Ao Estadão/Broadcast, Joice afirmou que Bebianno sempre foi um homem leal, amigo, decente. "Foi injustiçado, maltratado, ofendido, depois de dedicar a vida ao presidente. Muitos, influenciados por mentiras, o atacaram. E eu e todos os que viviam próximos a ele sabíamos que ele provaria nos próximos meses que sempre disse a verdade", contou a deputada.

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), também lamentou a morte de Bebianno. “Chega de sentimentos conspiratórios entre homens e mulheres de bem. É nessas figuras de bem que encontraremos o repouso de quem nos energiza pelo calor da paz, da confiança e da gratidão” /Camila Turtelli, Jussara Soares, Cristian Favaro, Caio Sartori e Matheus Lara 

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