Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Planalto não admite que não se tenha conclusão plausível de investigação de atentado, diz porta-voz

Justiça Federal atestou nesta semana que Adélio Bispo de Oliveira, que cometeu atentado a faca contra Bolsonaro, sofre de doença mental

Mariana Haubert e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 21h44

BRASÍLIA - O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta sexta-feira, 8, que não se pode admitir que não haja uma solução plausível para o atentado que o presidente Jair Bolsonaro sofreu durante a campanha eleitoral.

Nesta quinta, 7, peritos indicados pela Justiça Federal atestaram, em laudo, que Adélio Bispo de Oliveira, que tentou matar o presidente em setembro do ano passado, sofre de doença mental. O documento pode levar Adélio a ser considerado inimputável perante a Justiça Criminal. As informações foram reveladas pelo G1 e confirmadas pelo Estado.

Adélio está preso desde a tarde de 6 de setembro do ano passado, quando golpeou com uma faca o abdômen do então candidato à Presidência, em uma rua de Juiz de Fora (MG).

"Não poderíamos admitir que um candidato à Presidência seja esfaqueado em meio à multidão e nós não tenhamos efetivamente uma solução que seja plausível. Não estou dizendo que não seja plausível algum aspecto de insanidade mental, mas é preciso aprofundar isso", disse Rêgo Barros.

Apesar disso, o porta-voz afirmou que o presidente confia na Justiça e no trabalho desenvolvido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em relação às investigações.

"Naturalmente ainda há divergências em relação a esses laudos segundo os quais vocês próprios já iluminaram à sociedade e essas divergências vão ser consolidadas e alinhadas para que a decisão final assim se faça e a justiça, principalmente, se faça presente", disse Rêgo Barros.

Sobre as recentes polêmicas envolvendo as redes sociais de Bolsonaro, o porta-voz afirmou que ele é o único responsável pela conta do Twitter em seu nome. Rêgo Barros disse não saber se mais alguém tem acesso às senhas da rede social.

O presidente se envolveu em uma polêmica nesta semana por ter publicado em sua página um vídeo considerado como pornográfico, de dois homens em um bloco de carnaval de rua. Bolsonaro também publicou uma pergunta sobre o que seria "golden shower", uma prática sexual. Ele foi criticado duramente até mesmo por aliados pelos dois episódios.

Durante a campanha eleitoral, um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, tinha acesso ao Twitter do presidente e era o responsável por várias das publicações.

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