Peritos dizem que esfaqueador de Bolsonaro tem doença mental e é inimputável

Peritos dizem que esfaqueador de Bolsonaro tem doença mental e é inimputável

Adélio Bispo de Oliveira, preso desde 6 de setembro do ano passado após atentado contra o então candidato à Presidência, afirmou a psicólogos que, se solto, voltaria a tentar matar o presidente; ele está denunciado por crime de atentado pessoal por inconformismo político, enquadrado na Lei de Segurança Nacional

Redação

07 de março de 2019 | 15h40

Reprodução

Peritos indicados pela Justiça Federal atestaram, em laudo, que Adélio Bispo de Oliveira, que tentou matar o presidente Jair Bolsonaro (PSL), sofre de doença mental. O documento pode levar Adélio a ser considerado inimputável perante a Justiça Criminal. As informações foram reveladas pelo G1 e confirmadas pelo Estadão.

Adélio está preso desde a tarde de 6 de setembro do ano passado, quando golpeou com uma faca o abdôme do então candidato à Presidência, em uma rua de Juiz de Fora (MG).

Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais por atentado pessoal por inconformismo político, enquadrado na Lei de Segurança Nacional. A Justiça recebeu a ação.

Adélio Bispo. Foto: PM-MG

De acordo com o documento, Adélio tem transtorno delirante permanente paranoide.

Ao ser examinado por psicólogos, ele disse que, se solto, voltaria a tentar matar Bolsonaro.

Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira. Foto: FABIO
MOTTA/ESTADÃO

A defesa de Adélio chegou a ser alvo de busca e apreensão e o inquérito sobre um possível mandante do atentado contra Bolsonaro estava em fase de análise dos materiais apreendidos com os advogados dele. A investigação, no entanto, foi suspensa pelo Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), acolhendo pedido do Conselho Federal da OAB.

Como mostrou o Estado, a PF apresentou a Bolsonaro áudios que mostram o possível interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) no atentado.

Bolsonaro, em campanha, foi golpeado por Bispo em uma rua central de Juiz de Fora na tarde de 6 de setembro. O agressor foi preso em flagrante e confessou o crime.

Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO