Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Operação contra Bivar reforça o que estamos pedindo, diz deputada do PSL

Carla Zambelli (PSL-SP) integra grupo de parlamentares que quer auditoria nas contas do partido; sigla vai analisar expulsão

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 11h53

BRASÍLIA - O grupo de parlamentares do PSL que pede uma auditoria nas contas do partidona operação da Polícia Federal que tem como alvo o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar, uma oportunidade para a dissidência crescer e reforçar sua permanência na sigla.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 15, a Operação Guinhol para apurar supostas fraudes na aplicação de recursos destinados a candidaturas femininas em Pernambuco.

Os parlamentares têm se reunido em Brasília e partilham suas ideias em um grupo de WhatsApp paralelo. Entre eles, estão os parlamentares que podem ser expulsos do partido, como Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS) e Alê Silva (MG). “A operação reforça o que estamos pedindo, que é a transparência nas contas do partido, e abre espaço para mais parlamentares virem para nosso grupo”, disse Carla Zambelli ao Broadcast Político. Ela acredita que ao menos dez devem se juntar a eles.

Carla Zambelli disse ainda que o grupo está mais organizado e que, neste momento, a estratégia é se manter no PSL. Eles querem que o presidente Jair Bolsonaro faça parte da executiva nacional do partido. O grupo divulgou uma carta na semana passada em desagravo a Bolsonaro. O documento cobra “novas práticas” da atual direção da sigla, comandada pelo deputado Luciano Bivar (PE), e diz que a ala bolsonarista da bancada “não perdeu a esperança” de que seja aberto um “canal de diálogo”.

PSL ainda avalia expulsões

A cúpula do PSL ainda não bateu o martelo sobre a expulsão de parlamentares que atacaram publicamente a Executiva Nacional, mas a tendência é que o partido decida pelo desligamento de Carla Zambelli, Bibo Nunes e Alê Silva.

"Obviamente que o partido não gostaria de expulsar ninguém. Mas tem algumas pessoas que trazem uma imagem pejorativa para o partido e existem os casos mais folclóricos", disse ao Broadcast Político o vice-líder do PSL na Câmara, deputado Júnior Bozzella (PSL-SP).

Segundo ele, a direção do PSL vai realizar uma série de reuniões informais ainda nesta terça-feira na Câmara com deputados que querem conversar sobre a situação do partido.  "Tem uma grande maioria que quer que expulse, se vai chegar a essa conclusão e caminhar nessa direção não posso cravar ainda. Mas se forem, não vão carregar o fundo eleitoral", afirmou. "A (operação da) PF não muda nada. É um inquérito de 10 meses, se fosse para mudar alguma coisa tinha de ser lá trás."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.