INTS KALNINS/REUTERS
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Novo caça da FAB fará primeiro voo a partir de agosto

Testes começam a ser feitos a partir de agosto pela Embraer e pela sueca Saab, vencedoras de licitação feita em 2013 pelo governo brasileiro

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 05h00

RIO - O primeiro caça sueco-brasileiro modelo Gripen de um lote de 36 encomendados pela Força Aérea Brasileira (FAB) deve chegar ao País em 2021. Os testes começam a ser feitos a partir de agosto deste ano por uma equipe de profissionais da Embraer e da sueca Saab, vencedoras de uma licitação feita em 2013 pelo governo brasileiro.

A primeira leva de aeronaves será feita na Suécia. O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, afirmou que a partir de 2024 começam a ser entregues os caças Gripen produzidos no Brasil, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. Segundo ele, a confiança no projeto já credencia as empresas a negociar com outros potenciais clientes os caças fabricados no Brasil.

“A parceria já prevê isso, essa colaboração e participação em campanhas comerciais entre os países, mas não comentamos oportunidade de negócios, só posso dizer que temos conversado com potenciais clientes (para o Gripen)”, disse Schneider durante a LAAD 2019, maior feira de defesa e segurança da América Latina. Segundo ele, todos os prazos acordados com a FAB estão sendo cumpridos. “Está tudo dentro do cronograma”, disse.

Schneider afirmou que já está “em conversas adiantadas” para a venda de outro produto da Embraer, o avião cargueiro KC-390, para Portugal, o mesmo encomendado pela FAB e que começa a ser entregue este ano.

O Gripen desenvolvido especialmente para a FAB teve o projeto ampliado e será produzido em dois modelos: 28 caças serão de apenas com um assento e oito com dois lugares, ou bipostos, a pedido do Brasil.

“Não estamos construindo o Gripen brasileiro somente para o País. A Embraer sempre será nosso parceiro e é vital para o futuro”, disse Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e principal executivo da Saab Aeronáutica. “Existe um espaço potencial para a participação das duas empresas no cenário global."

Transferência. O acordo feito há seis anos entre as duas empresas prevê transferência de tecnologia para a empresa brasileira, com centenas de empregados sendo treinados e participando do projeto. Os primeiros aviões serão feitos na Suécia, com a participação de funcionários da Embraer como observadores, e na segunda fase os brasileiros participarão da montagem. Os 15 restantes serão feitos no Brasil, em Gavião Peixoto.

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