Alan Santos/PR
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No mesmo hotel por 2 horas, Trump e Bolsonaro não se encontram

Presidente americano se reuniu com líderes da Coreia do Sul e do Egito, mas reunião bilateral com Brasil não ocorreu

Ricardo Leopoldo e Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 21h06

NOVA YORK - O presidente Jair Bolsonaro não se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, logo depois que chegou a Nova York nesta segunda-feira, embora os chefes de Estado dos dois países tenham ficado no mesmo hotel, o Intercontinental Barclay, por cerca de duas horas. Bolsonaro ingressou no estabelecimento por volta das 16h40 e Trump deixou o local perto das 18h40. Trump reuniu-se com os líderes da Coreia do Sul e do Egito.

“O presidente Bolsonaro provavelmente poderá ser recebido pelo presidente Trump na terça-feira”, comentou um assessor do presidente brasileiro. Um outro auxiliar destacou que o chefe de Estado do Brasil cancelou algumas reuniões bilaterais que teria em Nova York a fim de não aparentar que privilegiou em sua agenda certas autoridades de países em detrimento de outras. “O presidente Trump ofereceu ao presidente Bolsonaro algumas alternativas de horários para reuniões que estão sendo avaliadas”, apontou a fonte. É possível, portanto, que os dois ainda se reúnam amanhã.

Mais cedo, Trump foi questionado nos corredores da sede da Organização das Nações Unidas (ONU) se pretendia se reunir com o brasileiro. O americano evitou responder a pergunta e se limitou a dizer que Bolsonaro “é um bom homem”. 

Na última sexta-feira, 20, Bolsonaro anunciou que planejava participar de um jantar com Trump em Nova York, que será oferecido pelo presidente americano a chefes de Estados aliados. A confirmação teria ocorrido após a promessa de que Trump farias gestos de proximidade em relação ao brasileiro no evento, como elogios e um assento próximo ao chefe de Estado americano. Bolsonaro deve ter agenda curta nos EUA, e pode retonar ao Brasil na noite de terça, 24. 

Presidente sentiu dores durante voo

Durante o voo de Brasília para Nova York, o presidente Bolsonaro sentiu dores na região da cirurgia realizada no dia 8 de setembro que o levaram a ter que descansar no quarto reservado do avião. Ele foi examinado pelo seu médico e seu quadro é normal.

Bolsonaro ficou no hotel nesta segunda-feira com um grupo pequeno de ministros com quem revisou seu discurso que fará amanhã cedo na abertura da Assembleia-Geral da ONU. “O presidente será direto e passará a mensagem que acredita serem as mais adequadas, que inclusive tem seu estilo”, comentou uma fonte, sem dar detalhes sobre os temas que serão abordados no pronunciamento. 

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