Pedro Venceslau/Estadão
Pedro Venceslau/Estadão

Gleisi, Haddad e Suplicy participam de ato por Lula livre em São Paulo

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se organizaram na avenida Paulista

Pedro Venceslau e Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2019 | 16h50
Atualizado 14 de outubro de 2019 | 10h43

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram na avenida Paulista, em São Paulo, desde o início da tarde deste domingo, 13, para protestar contra a condenação do ex-presidente. Lula responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e está preso em Curitiba desde 7 abril de 2018. 

Participaram do ato lideranças do partido como a presidente e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), o candidato derrotado à Presidência pelo partido em 2018, Fernando Haddad, e o vereador Eduardo Suplicy. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) e Guilherme Boulos também estiveram lá. Os manifestantes levaram um grande boneco com os dizeres 'Lula livre' e se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP). 

Segundo os organizadores, a manifestação buscou denunciar falhas no processo que levou à prisão do ex-presidente, após condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá. No final de setembro, procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato entregaram à juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do petista, uma manifestação pedindo a transferência de Lula para o regime semiaberto. Como resposta, ele escreveu uma carta respondendo que não aceita “barganhar” seus direitos e sua liberdade

O ex-prefeito Fernando Haddad foi a principal liderança da esquerda no ato. Após discursar no pequeno palanque instalado na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, Haddad falou com o Estadão/Broadcast. O ex-prefeito se mostrou cético em relação à formação de uma frente única de esquerda na disputa pela Prefeitura de São Paulo ano que vem.  

"Não tem hipótese de ser cada um por si em 2020, mas cada cidade é uma situação diferente. São Paulo é uma cidade à parte. Tem um peso muito simbólico para o PT, que já governou a capital três vezes". 

Também presente ao ato, o ex-presidenciável Guilherme Boulos, do PSOL, disse que o maior erro que a esquerda pode cometer nesse momento é "jogar 2019 com a cabeça em 2022". Ele negou que defender Lula livre seja uma agenda de um partido. "É uma agenda democrática". 

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