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Eliane Cantanhêde
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‘Má notícia’ para Bolsonaro: CPI da Covid retoma os trabalhos com agenda intensa

Em novo episódio de ‘Por Dentro da CPI’, Eliane Cantanhêde destaca a importância dos depoimentos previstos após o fim do recesso parlamentar e a expectativa sobre a presença do dono da Precisa Medicamentos, pivô do caso Covaxin

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2021 | 12h48

Após duas semanas de recesso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid retorna presencialmente aos trabalhos na próxima terça-feira, 3. Na avaliação da colunista Eliane Cantanhêde, no novo episódio de Por Dentro da CPI, essa é uma má notícia para o presidente Jair Bolsonaro, que depois de “aproveitar muito bem” a pausa da comissão, volta a ser pressionado pelas investigações.

“A CPI volta a pleno vapor e os depoimentos vão recomeçar. Más notícias para o presidente Jair Bolsonaro”, avalia Eliane.

A CPI “vem quente, e muito em cima da Covaxin, que já foi suspensa, cancelada definitivamente pelo governo federal, pela Anvisa, por causa daquelas coisas que a gente viu: documentos fraudulentos, preços muito altos, empresas em paraísos fiscais, todo um pacote de coisas muito mal explicadas”, aponta a colunista do Estadão

O cronograma para a volta do recesso foi definido pela cúpula da CPI e prevê a oitiva do reverendo Amilton Gomes de Paula, na terça-feira. Ele é apontado por representantes da Davati Medical Supply como um “intermediador” entre o governo federal e empresas que ofertavam vacinas. O religioso, que é presidente da ONG Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), recebeu em fevereiro autorização do Ministério da Saúde para negociar 400 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Já na quarta-feira, 4, a expectativa é ouvir o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, responsável por negociar a vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. A defesa de Maximiano acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir que o empresário seja autorizado a faltar ao depoimento na CPI. Segundo os advogados, o empresário viajou para a Índia

Segundo a colunista, Maximiano vem fugindo da CPI” como o diabo foge da cruz”. Apesar da incerteza sobre a presença do empresário, Eliane acredita “ele vai ter de voltar para depor, porque o Francisco Maximiano é um pivô dessa história toda, que não apenas deixa ele e a empresa dele numa situação difícil, mas que mexe muito com o Ministério da Saúde e até com o Palácio do Planalto”, avalia.

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