Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Kátia Abreu entrega flores para Davi Alcolumbre após 'roubo de pasta'

Senadora pede desculpas publicamente e entrega rosas brancas ao candidato à presidência da Casa

Mariana Haubert, Renan Truffi e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2019 | 14h08

Após retirar à força a pasta do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) durante a sessão que o parlamentar presidia no Senado para a escolha do comando da Casa, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) pediu desculpas publicamente neste sábado, 2. Acompanhe ao vivo a votação para presidente do Senado.

Ela entregou rosas brancas para Davi no plenário do Senado. "Não devolvi a pasta, mas dei flores", disse.

Kátia é aliada do senador Renan Calheiros (MDB-AL) que concorre contra Alcolumbre. A cena da pasta foi uma das mais comentadas pelos parlamentares nesta manhã.

Na ocasião, logo após o plenário do Senado aprovar por 50 votos a 2 a votação aberta para a presidência da Casa, Kátia subiu até a mesa diretora, de onde Alcolumbre comandava a sessão, e arrancou de sua frente a pasta com procedimentos e questionamentos feitos durante a sessão. O momento foi um dos mais tensos na sessão, que durou cinco horas, teve trocas de insultos e esbarrões e foi suspensa para ser retomada neste sábado.

Em diferentes momentos, Alcolumbre apelou a Kátia para que devolvesse a pasta com os papeis. "Vem tomar", respondeu a pedetista em uma das ocasiões. Os dois chegaram a trocar pequenos esbarrões. Outros senadores também pediram a ela que devolvesse. Em vão.

Alcolumbre chegou a solicitar a assessores que provideciassem cópias dos documentos que continham na pasta, mas não os recebeu. Segundo apurou o Estado, não havia cópias.

Depois de mais de cinco horas, Alcolumbre decidiu por suspender a sessão para retomá-la na manhã deste sábado. Em pé ao lado de Alcolumbre, Kátia perguntou em voz alta: "O que faço com isso?". Ela ainda tentou devolver para o colega, que não quis mais receber. A pasta foi deixada em cima da mesa do plenário e recolhida posteriormente por assessores do Senado.

A cena do roubo da pasta viralizou nas redes sociais e suscitou até questionamento do padre Fábio de Melo, que perguntou: "Alguém sabe dizer se a Kátia devolveu a pasta?"

 

Disputa

Alcolumbre, no mandato há quatro anos, conseguiu a proeza de garantir 50 votos dos senadores para que a eleição deixasse de ser sigilosa. Foram apenas dois contra. O grupo de Renan, senador há 24 anos, combinou de não participar da votação para não legitimá-la.

Na manhã deste sábado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, decidiu atender ao pedido formulado pelo Solidariedade e pelo MDB e determinar que seja secreta a votação que vai definir o novo presidente do Senado.

 

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