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'Nenhuma ameaça nos tira da missão de informar', diz repórter agredida na Bahia

Camila Marinho, uma das jornalistas agredidas na Bahia por seguranças e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, falou sobre o caso nas redes sociais

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 13h06

Uma das jornalistas agredidas durante a passagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo sul da Bahia, a repórter Camila Marinho se manifestou nesta segunda-feira, 13, sobre o ocorrido. Pelas redes sociais, a profissional lamentou a “truculência, ódio e covardia” de seus agressores e agradeceu às mensagens de apoio que recebeu desde ontem.

“Nenhuma ameaça nos tira da nossa missão de informar. Só lamento a truculência, o ódio e a covardia dos que se acham melhores e acima de tudo e de todos. Somos trabalhadores exercendo o nosso papel: jornalistas em busca dos fatos e da verdade. Mas antes de tudo somos seres humanos. E o mínimo que queremos é respeito”, escreveu.

Neste domingo, jornalistas de filiais baianas da TV Globo e do SBT foram agredidos por seguranças e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Itamaraju, região sul da Bahia, onde o presidente fazia uma visita. Camila foi segurada pelo pescoço por um dos seguranças, que usou a parte interna do antebraço numa espécie de "mata-leão". 

O episódio aconteceu enquanto jornalistas esperavam o pouso do helicóptero de Bolsonaro no estádio municipal Juarez Barbosa, em Itamaraju. Após o desembarque, jornalistas da TV Bahia e TV Aratu foram contidos por seguranças, que fizeram um cordão. 


Nos comentários de sua publicação nesta segunda-feira, Camila recebeu a solidariedade de outros jornalistas. Colegas de profissão lamentaram os ataques à imprensa e destacaram a gravidade de uma mulher ser agredida com um “mata leão”. “Que essa covardia te dê ainda mais força pra seguir em frente com sua competência extrema”, escreveu o apresentador do jornalístico 'SE2', da afiliada da TV Globo no Sergipe, Lyderwan Santos. “Toda solidariedade e afeto do mundo”, disse o repórter esportivo Eudes Júnior, também da TV Globo.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que “repudia as agressões e demanda que as autoridades competentes orientem a equipe de segurança do presidente para que respeite o trabalho dos jornalistas, pois lamentavelmente esse tipo de agressão vem se repetindo”. A TV Globo também emitiu um comunicado manifestando solidariedade aos jornalistas da TV Bahia. 

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