Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Heleno diz que quebrou quarentena no Planalto por 'engano' de médicos que o liberaram antes da hora

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional é um dos membros da comitiva presidencial que viajou para Miami e foi diagnosticado com coronavírus

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2020 | 16h19

BRASÍLIA - Diagnosticado com o novo coronavírus, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, admitiu, em nota, que quebrou a quarentena antes da hora por um "engano". Uma semana após receber o resultado do teste para a covid-19, Heleno participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro, o vice, Hamilton Mourão, e metade dos ministros da Esplanada.

O ministro é um dos integrantes da comitiva brasileira que esteve em Miami entre 7 e 10 de março. Ao todo, 23 integrantes desta comitiva presidencial e outros brasileiros que se encontraram durante a viagem se infectaram com o novo coronavírus – Bolsonaro já fez dois testes que, segundo ele, deram negativo.

Em nota, Heleno disse que, após participar do encontro, na última quarta-feira, 25, por um período de três horas, foi alertado de que houve um engano e que ele deveria permanecer mais sete dias em isolamento na sua residência. Em fotos divulgadas pelo Planalto é possível ver que Heleno estava sem proteção e sentou ombro a ombro com colegas de ministério.

"O General Heleno, depois de sete dias de afastamento total, foi autorizado, por dois médicos, a comparecer ao Planalto, para uma reunião ministerial. Dirigiu-se ao Palácio, sozinho, conduzindo seu próprio carro, e participou, por três horas, da reunião", diz a nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom) neste sábado.

"Alertado, pelo Serviço de Saúde, de que houve um engano e que deveria permanecer mais sete dias em isolamento, retornou a sua residência, e, de lá, não mais saiu. Permanece, desde então, em regime de home office", afirma o texto.

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