Bruno Ribeiro/Estadão
Bruno Ribeiro/Estadão

Governadores se mobilizam para enviar PMs ao Ceará

Governos estudavam ajuda ao Estado, antes de Bolsonaro decidir prorrogar presença de militares do Exército

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 12h28
Atualizado 28 de fevereiro de 2020 | 14h57

Governadores de ao menos seis Estados estudavam uma forma jurídica de enviar policiais militares de suas tropas para reforçar a segurança do Ceará, onde parte dos PMs está amotinada, caso o presidente Jair Bolsonaro não renovasse o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que venceria nesta sexta-feira, 28. No começo da tarde, Bolsonaro decidiu a GLO no Ceará por mais uma semana.

O decreto é o instrumento que permitiu o envio de homens do Exército para o patrulhamento de Fortaleza e outros municípios cearenses nos últimos oito dias. 

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), vinha requisitando que a GLO fosse prorrogada por ao menos mais 30 dias. Bolsonaro, entretanto, se mostrou hesitante em atender o pedido. Em vídeo ao vivo transmitido em suas redes sociais nesta quinta-feira, 27, o presidente chegou a dizer que não atenderia o governador petista. “A gente espera que o governo resolva o problema da Polícia Militar do Ceará e bote um ponto final nessa questão", afirmou o presidente. 

A mobilização envolveu os governos de São Paulo, Rio, Piauí, Maranhão, Bahia e Pará.


 

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