Flávio Dino vai reunir governadores do nordeste contra impeachment

Governador do Maranhão chamou proposta da oposição de 'golpismo' e afirmou que 'não é saudável que a polarização política chegue a este ponto'

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2015 | 19h36

Brasília - Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB), anunciou que vai procurar nos próximos dias os governadores do Nordeste para pedir que juntos todos façam a "defesa constitucional" do mandato de Dilma e rejeitem a proposta de impeachment apresentada pela oposição, que chamou de "golpismo". 

"Não é saudável que a polarização política chegue a este ponto. A Constituição tem regras e não cabe, neste momento, falar em impeachment porque não há espaço para a construção de tese jurídica de crime de responsabilidade", desabafou o governador, ao comentar que Dilma concordou com ele, mas que "este tema parece não estar nas preocupações dela". 

Dino quer articular para que este encontro para sacramentar apoio a Dilma e contra o impeachment aconteça em até 15 dias. Assim, ele aconteceria pouco antes das manifestações que estão sendo articuladas pelas redes sociais para o dia 15 de março. O governo está preocupado com o que pode acontecer neste protesto, assim como com as radicalizações que tem se ampliado nos últimos dias, chegando ao ponto de o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega ser hostilizado no hospital Albert Einsten, em São Paulo, quando acompanhava a mulher em tratamento.

Refinaria. Na conversa, o governador do Maranhão pediu apoio à presidente Dilma para que, quando a Petrobrás voltar a investir, que reative o projeto de construção da refinaria em seu Estado. Se não puder ser reativada a refinaria Prêmio I, orçada em R$ 20 bilhões, e onde já foram gastos R$ 1,6 bilhão, que seja viabilizada a outra opção de uma refinaria pequena, no município de Bacabeira, próximo a São Luiz, estimada em R$ 8 bilhões. "A construção dessa refinaria não significa desistir da outra, mas é preciso entender que houve um adiamento e que o projeto tem de ser retomado de algum jeito, e um caminho pode ser retomá-lo em menor porte", afirmou. Com o apoio da presidente, Flávio Dino disse que vai procurar a Petrobrás, nos próximos dias.

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