ANDRE DUSEK/ESTADAO
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'Estou quase defendendo a desobediência civil', diz Vicentinho

Deputado federal (PT) e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reuniu com Lula e defende a resistência à prisão determinada por Moro

Francisco Carlos de Assis e Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2018 | 15h52

SÃO BERNARDO DO CAMPO - O deputado federal (PT) e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, disse na tarde desta sexta-feira, 6, estar quase defendendo a desobediência civil no Brasil.

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Ao justificar sua posição, o deputado disse que o Estado não representa mais os direitos do cidadão, que o Poder Executivo adota medidas que retiram direitos e o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo, toma uma decisão que ao invés de proteger a Constituição, ele próprio viola. Ele se referiu à rejeição pelo Supremo Federal (STF) do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Lula e à reforma trabalhista.

Vicentinho, que esteve reunido com Lula até pouco depois das 15h, disse que defende a resistência do ex-presidente à prisão determinada pelo juiz federal Sérgio Moro. O deputado ressaltou que os advogados é que vão decidir se Lula vai ou não se entregar. “Quem vai decidir se o presidente se entrega são os advogados. Mas defendo a resistência”, disse.

Vicentinho contou que o ex-presidente Lula está bem, tranquilo e até consolando os companheiros. “O Lula é isso. Ontem me encontrei com ele e comecei a chorar. Em vez de eu o consolar, ele é que me consolou”, disse. Segundo Vicentinho, os três filhos de Lula o acompanham no Sindicato.

O deputado petista também defendeu que os militantes façam um cordão humano em torno de Lula para proteger o ex-presidente caso a Polícia Federal vá ao Sindicato prender o petista.

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