Reprodução Redes Sociais
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Em posts sobre atos, bolsonaristas citam Exército e atacam Maia e governadores

Nenhum dos deputados argumenta por intervenção ou fechamento do Congresso, mas defendem manifestantes antidemocráticos

Pedro Prata e Tiago Aguiar, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2020 | 05h00

Parlamentares bolsonaristas, que convocaram ou divulgaram imagens dos atos de domingo nas redes sociais, destacaram nas publicações, oposição a prefeitos ou governadores ou apoio a Bolsonaro. Nenhum dos 17 parlamentares do PSL que já declararam ida ao Aliança pelo Brasil defendeu abertamente um golpe de Estado, apenas fizeram menção à data da manifestação: 19 de abril é o Dia do Exército.

No levantamento, o Estado levou em conta as redes sociais dos parlamentares que apoiam o presidente de forma mais ferrenha. Muitos desses políticos se comunicam com seus seguidores diretamente pelo WhatsApp.

“Teremos uma carreata em todo o Brasil apoiando o presidente”, disse em vídeo postado no Twitter a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Fundadora do movimento NasRuas, ela alegava que as carreatas no País eram contra a aprovação do chamado Plano Mansueto de socorro financeiro a Estados e municípios. O NasRuas também pedia “Fora Doria” e “Fora Maia”.

Os deputados estaduais paulistas Douglas Garcia e Gil Diniz (PSL) também trataram o ato como manifestação pró-Bolsonaro e contra Doria. Já o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) compartilhou mensagem dizendo que a carreata de Brasília era “contra as medidas restritivas do governo de Ibaneis (Rocha, governador distrital) e os arroubos autoritários do STF”.

O deputado General Girão (PSL-RN) compartilhou vídeo da manifestação em Natal. Ele aparece falando de Rodrigo Maia (DEM-RJ): “Fiquei abismado de ouvir do presidente da Câmara que o Congresso não tem que ouvir o povo. Claro que tem que ouvir! É do povo que vem a força da democracia.”

Carlos Jordy (PSL-RJ) reduziu o ato de Brasília a um repúdio a Maia. “Protesto contra Rodrigo Maia não é manifestação contra o Congresso. É inadmissível que reduzam o legislativo a um deputado de 74 mil votos”, escreveu, ignorando as faixas e gritos a favor do golpe em Brasília e outras cidades. 

Nesta terça-feira, deputados bolsonaristas passaram a criticar a investigação do Supremo sobre a organização dos atos. Alê Silva (PSL-MG) disse: “Acho que ele (o procurador-geral Augusto Aras) está querendo um AI-6 contra os manifestantes”.

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