Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Em Curitiba, frustração após voto de Celso de Mello

Expectativa de resultado favorável à soltura de Lula levou cerca de 300 pessoas à porta da Polícia Federal de Curitiba, onde o petista está preso

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2019 | 00h10

A expectativa por um resultado favorável no julgamento de ontem da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal levou cerca de 300 pessoas para as proximidades do prédio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, 25. Mas bastou o voto do ministro Celso de Mello, decano da Corte, para que o grupo começasse a se desmobilizar e deixar o local.

Quarto ministro a ler seu voto, Celso negou o pedido de liberdade provisória de Lula, empatando o julgamento naquele momento em 2 a 2. Ainda faltava o voto da ministra Cármen Lúcia, presidente do colegiado, que também foi contra a proposta de soltar Lula.

Coube ao ex-deputado Dr. Rosinha, presidente do PT do Paraná, anunciar aos manifestantes o voto de Celso de Mello – cuja posição era considerada decisiva para o resultado final do julgamento. Segundo Rosinha, vários deles reagiram com emoção, chorando com a notícia.

Parte dos manifestantes participa da autointitulada Vigília Lula Livre, que mantém um acampamento no local desde a prisão do ex-presidente, em abril do ano passado. A maioria deles integra o Movimento dos Tralhadores Sem-Terra (MST). 

“Lula prometeu vir nos visitar caso seja libertado”, dizia no meio da tarde a militante Sirlene Gomes, que frequenta a vigília diariamente desde o ano passado. “Nós já tivemos tantas decepções que ficamos desconfiados a cada possibilidade de libertação”, acrescentou ela.

Também falando antes do resultado final da sessão de ontem da Segunda Turma do Supremo, o jornalista Pedro Dias, que trabalha como voluntário na comunicação da vigília, disse que a possibilidade de Lula ser solto acabou animando mais os militantes do que em outros julgamentos. “Outra mobilização ocorreu quando houve o julgamento da prisão em segunda instância. Mas, desta vez, a possibilidade de libertação de Lula parece estar mais próxima”, comentou. / COLABOROU EDSON FONSECA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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