Governo de São Paulo / Divulgação
Governo de São Paulo / Divulgação

Doria e Mandetta também mantêm conversas sobre frente antibolsonarismo em 2022

Objetivo de encontros é sinalizar para o mundo político e para o mercado que o bolsonarismo caminha para o isolamento

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 00h25

Em uma reação aos movimentos do presidente Jair Bolsonaro antecipando sua candidatura à reeleição em 2022, o governador João Doria (PSDB) se reuniu no mês de setembro, em um jantar na sua residência na capital, com o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, para discutir a formação de uma "frente ampla" contra o Palácio do Planalto na eleição presidencial. No encontro, que foi revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão, os dois concordaram com a tese de construir desde já um polo de centro para fazer frente ao "extremismo" de direita representado por Bolsonaro. 

Potencial candidato do PSDB à Presidência da República, Doria adotou um tom mais moderado no discurso e agora prega o diálogo com a esquerda e a direita para isolar os extremos. Depois do encontro, Moro se reuniu em Curitiba com o apresentador Luciano Huck, que também se movimenta para disputar a Presidência da República. 

A reportagem apurou que Doria e Huck também têm mantido contato frequente pelo WhatsApp, e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) também têm participado de conversas sobre 2022. O debate em torno do nome que encabeçaria a chapa de centro está sendo deixado para 2021. O objetivo nesse momento é sinalizar para o mundo político e para o mercado que o bolsonarismo caminha para o isolamento. 

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Maia e Huck almoçaram nesta segunda-feira e também trataram de 2022. O presidente da Câmara também tem defendido a tese de formar um bloco de centro nas eleições presidenciais. "A gente está conversando. Está todo mundo conversando, como o Lula e o Ciro. O País vive uma polarização, é normal que os que não estejam polarizado no  lado A ou B converse", disse Mandetta ao Estadão

Ainda segundo o  ex-ministro, os líderes precisam buscar uma convergência de ideias ante de nomes. "Não há uma candidatura natural", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.