Dilma e Temer devem se encontrar amanhã pela primeira vez no ano

Presidente vem tentando se aproximar do vice dese o início do ano; um dos temas que deve entrar na pauta do encontro é a escolha do líder do PMDB na Câmara dos Deputados

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2016 | 15h40

BRASÍLIA - Depois de um fim de ano tumultuado e com a promessa de manter uma relação institucional, a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer devem se encontrar nesta terça-feira, 19, pela primeira vez no ano. A reunião está pré-agendada e agora basta a presidente definir o horário do encontro.

Na semana passada, em café com jornalistas, Dilma afirmou que tem "toda consideração com o presidente Temer". "Para nós é muito importante uma relação de absoluto respeito, proximidade, fraterna com o presidente Temer", afirmou, ressaltando "que tem conversado com ele".

Desde o início do ano, Dilma tem tentado se aproximar do vice. A presidente escalou o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, para restabelecer a ponte com o peemedebista. De olho na sua recondução à presidência do PMDB, Temer também recuou e voltou a Brasília com um discurso de harmonia.

Passa pelo cálculo do vice também o fato de, hoje, a possibilidade de Dilma ser afastada do cargo ter diminuído. Diante da nova realidade, aliados de Temer já começaram inclusive a atenuar o discurso de desembarque do PMDB do governo. O tema já não é dado como certo na convenção nacional do partido, que deve acontecer em março.

‘Sem interferências’. Um dos temas que deve entrar na pauta do encontro entre presidente e vice é a escolha do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, onde vai ser avaliado o processo de impeachment. No ano passado, Temer mostrou-se incomodado com a interferência do Planalto em questões internas da sua legenda.

Apesar de em seu discurso Dilma garantir que não interfere “sob nenhuma circunstância nas questões internas” dos partidos, o governo não esconde sua preferência pela recondução do atual líder da bancada Leonardo Picciani (RJ) e ofereceu a Secretaria de Aviação Civil para aos deputados mineiros do PMDB para tentar angariar apoio da maior parte do partido.   

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