REUTERS/Adriano Machado
REUTERS/Adriano Machado

Desfile de 7 de Setembro vai ter segurança reforçada com snipers na Esplanada

Em evento de R$ 975 mil, mais de 3 mil homens das Forças Armadas, policiais e bombeiros devem trabalhar na segurança de desfile

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 21h19

BRASÍLIA – O primeiro desfile de 7 de setembro do presidente Jair Bolsonaro terá um forte esquema de segurança, que contará com a presença de atiradores de elite, os snipers, distribuídos em vários prédios da Esplanada dos Ministérios. Bolsonaro percorrerá um pequeno trecho até o palanque presidencial, em carro aberto, o tradicional Rolls Royce. 

Desta vez, ao contrário da cerimônia da posse, em janeiro, a previsão é que Bolsonaro esteja acompanhado apenas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de um ajudante de ordens. Em janeiro, o seu filho 02, Carlos Bolsonaro, para surpresa de todos, subiu no carro presidencial e percorreu o trecho entre o Congresso e o Planalto, junto com o pai.

Mais de três mil homens das Forças Armadas e das Polícias Militar, Civil, Federal e bombeiros trabalharão na segurança. O público estimado é de cerca de 20 mil pessoas. Passado um ano depois da facada em Juiz de Fora, em meio à campanha eleitoral, há preocupação com a segurança do presidente. Depois do desfile em Brasília, o presidente embarcará para São Paulo para se internar, a fim de se submeter aos exames preparatórios para a cirurgia que fará, no dia seguinte. Será a quarta intervenção cirúrgica depois da facada, e deve retirar uma hérnia que surgiu em consequência do atentado.  

O palanque presidencial, que inicialmente estava previsto para 200 pessoas, foi ampliado para 220, mas ainda há fila de espera por um lugar próximo a Bolsonaro. Há ainda palanques do Ministério da Defesa, com 300 convidados, do Ministério das Relações Exteriores, com 200 convidados, e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, com outros 200 convidados. O acesso a todos esses palanques será controlado por seguranças.

Na sexta-feira, 6, Bolsonaro deverá gravar o pronunciamento que irá ao ar na noite do dia da Pátria, usando como tom a exaltação ao patriotismo e à defesa da soberania do País. Nesta terça-feira, 3, o presidente convocou a população a usar verde e amarelo para "mostrar ao mundo que a Amazônia é nossa". O tema do 7 de setembro deste ano também tem apelo patriótico: “Vamos valorizar o que é nosso". 

No discurso, Bolsonaro deverá citar ainda a Semana Brasil, uma iniciativa de seu governo que prevê a realização de liquidações com objetivo de criar uma nova data de comércio no País, ajudando a estimular a economia, no estilo Black Friday. Segundo o Palácio do Planalto, 4.680 empresas já aderiram à Semana Brasil. Uma grande rede de eletrodomésticos, por exemplo, já anunciou descontos de até 70% por conta da data.

A previsão de custos para realização do ato cívico é de R$ 971,5 mil, de acordo com licitação feita pela Presidência da República. Segundo o Planalto, haverá melhorias nas condições de atendimento à população no desfile. Ao longo da Esplanada, haverá mais espaços para pessoas com deficiência e mais banheiros químicos. 

O número de telões aumentará de três para dez. O sistema de sonorização moderno custará R$ 28 mil. Serão ainda distribuídos para o público 15 mil panfletos com a programação, que incluirá, ainda, exposição militar que ocorrerá entre seis e oito de setembro. O desfile, previsto para durar duas horas, a partir das 9h30, terá a participação de 4,5 mil pessoas, sendo três mil militares das Forças Armadas.

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