Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Delegado Waldir: 'É uma batalha que nem Davi enfrentou'

Líder do PSL na Câmara afirma que 'será difícil' se manter no posto

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2019 | 11h19

No dia seguinte ao fracasso da articulação do presidente Jair Bolsonaro para destituir Delegado Waldir (GO) da liderança do PSL na Câmara, o deputado disse que "será difícil" se manter no posto. “É uma batalha que nem Davi enfrentou”, afirmou nesta sexta-feira, 18, ao chegar à convenção extraordinária da Executiva Nacional do PSL em Brasília.

O Estado apurou que uma nova lista com assinaturas de parlamentares já está sendo preparada e será apresentada à Câmara, em mais uma tentativa de tirar Waldir da liderança do PSL. Segundo Waldir, Bolsonaro e seus ministros estão ligando para deputados pedindo para que eles assinem a lista.

O líder disse ainda que o grupo do qual faz parte, o ligado a Bivar, vai votar com o governo apenas em pautas em que houver convergência e sinalizou que haverá divergências em questões como às ligadas à Justiça. “Por exemplo, tirar o Coaf do (ministro Sérgio) Moro."

Waldir voltou a falar que sempre foi fiel ao presidente Bolsonaro, mas que, como líder, nunca foi chamado ao Planalto pra discutir pautas.

Crise no partido do presidente

O mais ruidoso capítulo da crise do PSL começou na quarta-feira, 15, quando Bolsonaro tentou substituir Delegado Waldir por seu filho Eduardo Bolsonaro (SP) na liderança do PSL na Câmara.

Ao saber dessas articulações, Waldir não se conteve. “Eu vou implodir o presidente”, afirmou o deputado, em reunião com colegas do partido. “Andei no sol 246 cidades no sol gritando o nome desse vagabundo.”

 

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