Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Crise entre Poderes e o 7 de Setembro: leia análises dos colunistas do ‘Estadão’

Eliane Cantanhêde e William Waack discutem as ameaças à democracia como estratégia política, os bastidores e o que se pode esperar de fato dos protestos insuflados pelo presidente Jair Bolsonaro

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2021 | 10h35
Atualizado 02 de setembro de 2021 | 19h53

Numa constante crescente de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro convoca seus apoiadores para uma grande mobilização nacional em defesa do governo como parte da celebração do 7 de Setembro. Pressionado pela crise econômica, pela baixa popularidade do governo e pela queda dos índices de intenção de voto para garantir a reeleição, Bolsonaro cobra o impeachment dos ministros do STF Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes e tem insistido em atacar a confiabilidade das urnas eletrônicas, apesar de o voto impresso já ter sido derrubado na Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), arquivou o pedido de impeachment formalizado pelo presidente contra Moraes, mas a promessa de Bolsonaro de pedir o afastamento de Barroso segue em aberto. Entre os principais pontos de tensão está engajamento de policiais militares nos protestos, conforme revelou o Estadão.

Confira as análises dos colunistas Eliane Cantanhêde e William Waack sobre as ameaças à democracia como estratégia política, os bastidores e o que se pode esperar de fato dos protestos insuflados pelo presidente Jair Bolsonaro.

Eliane Cantanhêde: O impeachment de Moraes não dá em nada, mas atiça alucinados para o dia 7

Junto com a radicalização, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a resistência vigorosa do Supremo às ameaças ao nosso 7 de Setembro, um mal se alastra pelo Brasil como erva daninha, ou como a variante Delta: o negacionismo, ou terraplanismo, que mistura ideologia, ignorância, crença cega e má fé, arrastando milhões de ovelhas fiéis e incautas para o lado errado da história. Leia mais

Eliane Cantanhêde: Planalto vê 7 de Setembro como divisor de águas; governadores temem armas e invasões

Há mais entre o céu e a terra do que a vã filosofia, os aviões de carreira e a fumaça dos tanques militares que desfilaram na Praça dos Três Poderes no dia nervoso da votação da cédula de papel no Congresso. O clima é de tensão e preocupação, depois de o presidente Jair Bolsonaro pedir o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e resolver se apoderar do nosso 7 de Setembro para transformá-lo num divisor de águas a seu favor. Leia mais.

Eliane Cantanhêde: Condições de reeleição se deterioram e só inflamar e botar bolsonaristas na rua não resolve

Diferentemente do que imaginavam o Planalto, assessores, aliados e bolsonaristas resilientes, o tempo não está contando a favor, mas contra a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Quanto mais 2021 avança e 2022 se aproxima, mais as condições de Bolsonaro se deterioram na política, na economia, na confiança dos cidadãos. Se ele acha que basta incendiar a internet e botar sua turma na rua, pode estar redondamente enganado. Leia aqui.

William Waack: Restou a confusão

Estão diminuindo depressa as opções políticas para Jair Bolsonaro. No momento ele aposta na mais perigosa delas: pôr gente nas ruas. Consciente dos riscos, e agindo como chantagista, mandou mais de um emissário dizer a várias instâncias em Brasília que não sabe se terá controle do que possa acontecer a 7 de setembro quando – dependendo da fonte bolsonarista – fala-se de protesto ou até insurreição. Leia mais

William Waack: Ninguém teme Bolsonaro

De tanto se atormentar com fantasmas, Jair Bolsonaro está conseguindo que eles se tornem realidade. Cristaliza-se em círculos do Judiciário, Congresso e também entre oficiais-generais a ideia de que o arruaceiro institucional precisaria no mínimo ser declarado inelegível. E o caminho seria através dos tribunais superiores. Leia aqui.

William Waack:  O 7 de Setembro e o burro

Diante dos olhos das principais elites da economia brasileira Jair Bolsonaro repete uma conhecida trajetória. De mal menor, está virando aos olhos dessas elites o pior dos males. O mesmo aconteceu com Fernando Collor e Dilma Rousseff. Leia aqui.

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