Dida Sampaio/Estadão - 10/3/2021
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Confederação de municípios cobra Bolsonaro a assumir coordenação da crise ‘de uma vez por todas’

Em carta, entidade diz que presidente deve se empenhar em uma campanha a favor da vacinação contra a covid-19

Daniel Weterman e Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2021 | 19h25

Após a posse do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro conclamando-o a assumir a coordenação nacional do enfrentamento à pandemia “de uma vez por todas” e se empenhar em uma campanha de comunicação a favor da vacinação contra a covid-19, do distanciamento social e do uso de máscaras e álcool em gel.

As cobranças ocorrem na véspera da reunião de Bolsonaro com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, além do Procurador-geral da República, Augusto Aras. Governadores e o recém-empossado ministro da Saúde também participarão do encontro no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Por ora, não há informação sobre o comparecimento de representantes dos municípios.

Na carta, o presidente da CNM, Glademir Aroldi (Progressistas), aponta ao chefe do Planalto a urgência por ações emergenciais para fomentar a produção e importação de componentes do chamado “kit intubação”, principalmente bloqueadores neuromusculares e oxigênio. Ele também defende encampar uma operação logística nacional para o monitoramento e o remanejamento desses insumos no território brasileiro diante de sua escassez em várias regiões do País.

“Uma nação não pode aceitar cidadãos morrendo sufocados ou tendo que suportar dores indescritíveis decorrentes de intubação sem anestesia”, escreve Aroldi. “A União precisa reorientar as plantas produtivas à disposição no País e, mais do que nunca, mobilizar a diplomacia internacional a fim de garantir as condições necessárias, para responder a esta batalha.”

A CNM pede que o presidente da República respeite a população, a ciência e a comunidade internacional “com a humanidade e a empatia exigidas de um Chefe de Estado”.

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