Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Com aderência intestinal e inflamação, Bolsonaro fará nova cirurgia só em 2019

Operação estava prevista para dezembro, mas ficará para depois da posse

Fabiana Cambricoli e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2018 | 15h36

SÃO PAULO - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) passará pela cirurgia de retirada da bolsa de colostomia somente no ano que vem, após a posse, informou nesta sexta, 23, boletim médico do Hospital Israelita Albert Einstein, onde Bolsonaro passou por exames no período da manhã.

A estimativa inicial dos médicos era de que a operação pudesse ser realizada já a partir de 12 dezembro, mas o procedimento teve que ser adiado por causa de problemas detectados nos testes realizados nesta sexta.

Segundo o boletim, "os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio (membrana que envolve órgãos do sistema digestivo) e processo de aderência entre as alças intestinais". Por conta disso, a equipe declarou que, em reunião multiprofissional, decidiu "postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal".

De acordo com a equipe médica, o presidente eleito "será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia".

O boletim informa ainda que apesar dos problemas detectados, o paciente "encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução". Além dos exames de imagem, Bolsonaro passou por testes laboratoriais e consultas médicas.

"A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal", informa a nota, assinada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo, pelo clínico e cardiologista Leandro Echenique e pelo diretor do hospital Miguel Cendoroglo. "O paciente será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia."

Bolsonaro carrega a bolsa desde setembro, quando foi esfaqueado num ato de campanha eleitoral em setembro, em Juiz de Fora (MG). Este será o terceiro procedimento cirúrgico ao qual ele se submete desde então.

O primeiro, feito na Santa Casa da cidade mineira, foi para reparar as lesões sofridas no ataque e conter uma grave hemorragia decorrente dos ferimentos.

O segundo, realizado seis dias depois, no Einstein, foi para corrigir aderências nas alças intestinais que provocaram obstrução do trânsito intestinal. 

Leia a íntegra da nota: 

Boletim Médico

São Paulo, 23 de novembro de 2018.

O presidente eleito Jair Bolsonaro esteve no Hospital Israelita Albert Einstein nessa manhã e foi submetido a exames laboratoriais, de imagem e consultas médicas.

Encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução, porém os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais. A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal.

O paciente será reavaliado em janeiro para definição do momento ideal da cirurgia.

Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião.

Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista.

Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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