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Coágulo de Bruno Covas diminui, mas prefeito segue internado para tratar de câncer

Boletim médico divulgado nesta sexta aponta redução de trombo; nova quimioterapia será na semana que vem

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2019 | 17h08

SÃO PAULO - Um ecocardiograma realizado nesta sexta-feira, 8, revelou redução em um coágulo localizado no coração do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que está internado no Hospital Sírio-Libanês, no centro da cidade, para tratar de um câncer metastático no sistema digestivo.

Esse coágulo estava no átrio direito, parte do coração que ficou próxima do catéter que Covas usou para receber a quimioterapia para combater o câncer.

O boletim médico divulgado pelo Sírio na tarde desta sexta afirma que Covas se mantém estável. Ele está internado desde o dia 23 de outubro, inicialmente para tratar de uma infecção de pele na perna direita. O prefeito teve uma trombose naquela perna, um coágulo que evoluiu para uma tromboembolia pulmonar (coágulos que se formaram nos dois pulmões). 

A investigação da tromboembolia mostrou que o prefeito tem um câncer localizado na cardia, local de ligação entre o esôfago e o estômago, que já havia sofrido metástase e atingido fígado e linfonodos. 

Após a primeira sessão de quimioterapia, na semana passada, os médicos descobriram mais um trombo, desta vez no coração. 

Covas não deixou o cargo e tem enviado vídeos a secretários e às redes sociais. Em seu apartamento, tem recebido secretários e aliados políticos. Sua equipe mantém as costuras para viabilizar sua reeleição, mesmo com ele internado.

O prefeito ainda terá de fazer duas sessões de quimio. A próxima deve ser na semana que vem. “No início da próxima semana ele passará por uma reavaliação para que tenha início a segunda sessão”, diz a nota do Sírio, assinada pela médica Fernanda Ganem. 

“O prefeito Bruno Covas está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo professor doutor David Uip, pelo profe Roberto Kalil Filho, professor doutor Raul Cutait, doutor Artur Katz, doutor Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, doutor Cyrillo Cavalheiro Filho e doutor Andre Echaime Vallentsits Estenssoro”, conclui a nota.   

 

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