Assessoria PDT
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Ciro Gomes janta com Datena e discute alianças para 2022

O apresentador e o pré-candidato à Presidência jantaram em São Paulo na noite de sábado; encontro ocorreu horas depois de o pedetista ser hostilizado na Avenida Paulista

Cássia Miranda, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2021 | 05h00
Atualizado 04 de outubro de 2021 | 10h50

O apresentador José Luiz Datena e o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes deram um segundo passo nas conversas sobre a possibilidade de o jornalista ser vice do pedetista na disputa presidencial de 2022. Na noite de anteontem, os dois jantaram na capital paulista. O encontro ocorreu horas depois de Ciro ser hostilizado na Avenida Paulista, durante manifestação pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Este foi o primeiro encontro presencial de Ciro e Datena após o apresentador ser convidado, no mês passado, para se filiar ao PDT pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi – que também participou do jantar, assim como a mulher de Ciro, Giselle Bezerra. Datena se solidarizou com Ciro pelo episódio da Paulista. De acordo com interlocutores, eles conversaram sobre o futuro do Brasil e possíveis alianças.

Em julho, Datena se filiou ao PSL, e foi lançado pela sigla que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 como pré-candidato à Presidência em 2022. No entanto, após o avanço na negociação pela fusão entre DEM e PSL, o apresentador estaria se sentindo “desconfortável” na legenda, segundo disse Lupi ao Estadão. “Ele quer esperar essas definições internas (para definir a filiação)”, disse o presidente do PDT. Segundo Lupi, a expectativa é de que Datena tome uma decisão até o fim de novembro, ainda que eles não tenham definido uma data para a resposta.

Em setembro, Lupi disse ao Estadão/Broadcast ter dado ao apresentador a opção de concorrer ao governo de São Paulo ou a uma cadeira no Senado pelo Estado. A proposta foi mantida no jantar. Conforme o dirigente, Datena “topa o que for melhor para o projeto do Ciro”. 

Procurado, Datena não havia respondido à reportagem até a publicação desta reportagem.

'Trégua de Natal'

Na tarde de domingo, em coletiva virtual de imprensa, Ciro minimizou os ataques recebidos durante ato na Avenida Paulista e propôs uma “trégua de Natal” entre a oposição em nome do impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O ex-ministro mandou um recado ao PT, partido com o qual mantém uma relação de forte rivalidade desde a eleição de 2018. O pedetista classificou o episódio como “bobagenzinha” e disse “não ter nada a ver” com a chamada “terceira via” da disputa presidencial do ano que vem. 

“Estamos propondo uma amplíssima trégua de Natal”, afirmou. “Quando for o assunto Bolsonaro e impeachment, a gente deve esquecer tudo e convergir para esse raríssimo consenso, que já não é fácil”, completou. Questionado se acreditava que o PT vai aderir à proposta de trégua, Ciro disse que não tem como esperar que “eles aceitem ou se comportem como nós gostaríamos”. “No dia a dia, vamos continuar estabelecendo as nossas diferenças.”

 

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