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Cid Gomes foi atingido por disparo em Sobral, no Ceará SOBRAL24 HS

Cid Gomes é atingido por disparos de arma de fogo em Sobral, no interior do Ceará

Senador dirigia um trator durante protesto de PMs em greve, quando foi alvo de tiros; ele está sendo atendido em hospital da região

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 18h13
Atualizado 21 de fevereiro de 2020 | 18h01

SÃO PAULO e FORTALEZA O senador licenciado Cid Gomes (PDT), de 56 anos, foi atingido por dois tiros de pistola durante um protesto de policiais militares em greve em Sobral, no interior do Ceará, na tarde desta quarta-feira, 19. No momento em que foi baleado, Cid dirigia um trator e tentava derrubar o portão de um quartel da Polícia Militar ocupado por agentes grevistas e seus familiares. Ele foi operado no Hospital do Coração de Sobral. Até as 23h, estava consciente e respirava sem ajuda de aparelhos, segundo boletim médico. 

O Estado apurou que Cid foi atingido por dois tiros de pistola calibre .40, arma padrão das Polícias Militares, que atingiram a região do tórax. O comando da PM do Ceará está tratando o caso como tentativa de homicídio. 

O senador licenciado foi operado no hospital e, depois de estabilizado, encaminhado à Santa Casa de Sobral para exames, com a intenção de aferir a gravidade dos ferimentos. Ele retornou ao Hospital do Coração em seguida. Seu quadro cardíaco e neurológico não apresentou alteração após os ferimentos, segundo o hospital. 

Vídeo: assista o momento em que Cid Gomes é baleado

No Twitter, o ex-ministro Ciro Gomes disse que seu irmão não corre risco de morte. “Espero serenamente, embora cheio de revolta, que as autoridades responsáveis apresentem prontamente os marginais que tentaram este homicídio bárbaro às penas da lei”, afirmou. 

Salário

A tensão com os policiais militares e bombeiros do Ceará começou por uma demanda de reajuste salarial em dezembro. Quatro batalhões da PM foram atacados, segundo o governador do Estado, Camilo Santana (PT). As ações foram feitas por pessoas encapuzadas, mas o governo suspeita de que os responsáveis sejam policiais. Por isso, Santana solicitou o apoio de tropas federais para reforçar a segurança

De acordo com o deputado Soldado Noelio (PROS), representante das categorias da segurança pública na Assembleia Legislativa, muitos policiais se manifestam com o rosto coberto. “Não temos como afirmar quem é o responsável por essas ações de vandalismo. Eles estão cobrindo os rostos, temendo punições por parte do governo.” Os policiais optaram por não comentar a paralisação. 

Apoio

Por volta das 14h, homens que foram identificados como policiais encapuzados circularam pelo centro de Sobral ameaçando comerciantes com armas de fogo para fecharem seus estabelecimentos. O senador usou suas redes sociais para criticar os policiais em greve. “Estou chocado ao ver cenas de quem deveria dar segurança para o povo e está promovendo a insegurança, a desordem. Não consigo me conformar com isso”, disse.

Em seguida, no vídeo, pediu que eleitores o recebam no aeroporto da cidade. Ao aterrissar, Cid fez um discurso e disse que enfrentaria os policiais grevistas sob o custo da própria vida

Em frente ao quartel, Cid pediu que os manifestantes deixassem o prédio, usando um megafone. “Esse movimento é ilegal. Vocês têm cinco minutos para pegarem seus parentes e saírem daqui em paz. Cinco minutos.” Houve confusão. Enquanto Cid e seus apoiadores estavam de um lado do portão, homens encapuzados ficavam do outro lado. 

Cid, então, montou no trator e avançou contra o quartel para derrubar o portão. Os encapuzados tentaram segurar o avanço do veículos. Pedras foram atiradas e disparos, ouvidos. Andando, o senador licenciado foi levado ao hospital. 

O ataque ao senador gerou repercussões no governo e no mundo político. O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que “está acompanhando a situação no Ceará”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgou nota em que disse acompanhar “com preocupação” os desdobramentos do caso. 

O senador Telmário Mota (PROS-RR) cobrou do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, o envio "urgente de uma força-tarefa para o Ceará para dar proteção à população, já que os policiais daquele Estado estão em greve, contra a lei, a e a população está sem segurança, inclusive os policiais grevistas que atiraram no senador Cid Gomes".

"Lamento profundamente o ocorrido com o senador Cid Gomes, nesta tarde, em Sobral, no Ceará. Toda violência deve ser repudiada e os excessos rigorosamente apurados", tuitou o senador José Serra (PSDB-SP). Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse estar "torcendo pela saúde de Cid" e afirmou ser "inaceitável, em qualquer hipótese, atuações que empreguem o terror à população".

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) se solidarizou com seu conterrâneo. "Gostaria de expressar meu sentimento de profunda indignação e repúdio em relação ao episódio acontecido hoje em Sobral, ao mesmo tempo em que presto minha solidariedade ao senador Cid Gomes, vítima de uma violência inaceitável e criminosa", tuitou Tasso.

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), pediu a Alcolumbre que envie uma comissão para o Ceará. "Conflitos com policiais, manifestações de rua, acionamento de forças federais, tudo para acabar em tragédia. Momento de negociação com muita calma e experiência. Já me coloquei à disposição para fazer parte dessa comissão", diz Olimpio na nota.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou em uma rede social que Cid não teve “o mínimo de inteligência” para lidar com os policiais grevistas. Logo depois, a postagem foi apagada. Procurado, o deputado não respondeu por que apagou a mensagem em sua rede social. 

Em nota, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública condenou o confronto. “É igualmente condenável que viaturas policiais circulem com agentes mascarados aterrorizando a população e ordenando o fechamento de estabelecimentos comerciais”, diz a nota. 

“Neste momento, faz-se necessário que autoridades, associações e representantes das instituições policiais tenham serenidade e responsabilidade para encontrar saídas pacíficas e dentro da legalidade”, completa. / MARCO ANTÔNIO CARVALHO, ISAAC OLIVEIRA, ISABELA PALHARES, LÔRRANE MENDONÇA, MARCELO GODOY, PAULA REVERBEL, PRISCILA MENGUE e TULIO KRUSE

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Quem é Cid Gomes, senador baleado em protesto da PM no Ceará

Irmão de Ciro Gomes foi governador do Ceará em dois mandatos e prefeito de Sobral, cidade de origem da família

Redação, O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 20h58

O senador Cid Gomes, baleado nesta quarta-feira, 19, após tentar invadir um quartel da Polícia Militar do Ceará ocupado por PMs grevistas, em Sobral, é natural daquela cidade e membro de uma família de políticos da região com expressão nacional. Tanto Cid quanto seu irmão mais velho, Ciro Gomes (PDT), foram governadores do Estado e serviram como ministros a governos do PT. Seu irmão Ivo é o atual prefeito de Sobral. 

Ao longo dos 32 anos de vida pública, Cid já se envolveu em uma série de polêmicas, em geral associadas a ataque verbais feitos contra a adversários, diante de um temperamento forte. Ele foi prefeito de Sobral entre 1997 e 2000. Entre 2006 e 2014, foi governador do Ceará, eleito e reeleito. Em 2018, venceu eleições para cargo de senador.

Em 2013, enquanto governador cearense, diante de uma crise de falta d’água na cidade de Itapipoca, Cid foi gravado mergulhando em uma adutora de água, após demonstrar irritação com um vazamento que não era consertado. Apesar do mergulho, ele nada pode fazer para resolver o defeito, que fazia a cidade ser um dos quase 200 municípios que, naquele ano, estava em Estado de emergência pela seca. Mas o vídeo circulou pelo País. 

Dois anos depois, já como ministro da Educação do governo Dilma, ele se envolveu em uma de suas principais crises ao confrontar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O embate havia começado em fevereiro daquele ano, quando Cid disse, em um evento fechado em Belém, que a Câmara possuía “de 300 a 400 achacadores”. Por isso, foi convocado à Câmara para prestar esclarecimentos. No plenário, atacou Cunha, que antes teria chamado Cid de “mal-educado”. O então ministro afirmou que preferia “ser acusado por ele de mal-educado do que ser como ele, acusado de achaque”. A sessão se transformou em intenso bate-boca, que terminou com Gomes saindo do plenário. Na sequência, o MDB pressionou Dilma a demitir Cid. A presidente, que já estava com más relações com o Congresso, no movimento que culminou com seu impeachment, cedeu. 

Já nas eleições de 2018, Cid bateu boca com um militante do PT. O senador fazia campanha para o irmão Ciro e, no segundo turno, quanto Jair Bolsonaro disputava o pleito contra Fernando Haddad (PT), foi a um evento em apoio a este último. Lá, o público passou a gritar “Lula”, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cid, na hora, respondeu para um deles: “O Lula tá preso, ô babaca”. O ex-presidente ainda não havia sido libertado. A frase viralizou nas redes sociais. 

Já no ano passado, Cid voltou a tratar um parlamentar por “achacador”. Desta vez foi o líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL). Ele comparou o deputado a Eduardo Cunha e, em entrevista ao Estado, disse que “esses caras a gente tem que matar logo no começo”. Lira rebateu e disse que o senador quer apenas “ganhar luz” ao fazer as acusações.  

 

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‘Vou enfrentar sob o custo da minha vida’, disse Cid ao chegar a Sobral

Senador foi baleado ao avançar com trator contra pessoas em quartel da polícia, no interior do Ceará. 'Ninguém vai fazer o que esses bandidos estão fazendo aqui em Sobral', disse momentos antes em discurso inflamado

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 21h09

SÃO PAULO Antes de ser atingido por dois disparos de arma de fogo na tarde desta quarta-feira, 19, o senador licenciado Cid Gomes (PDT) disse que enfrentaria os policiais grevistas sob o custo da própria vida. "Eu vou enfrentar sob o custo da minha vida, mas ninguém vai fazer o que esses bandidos estão fazendo aqui em Sobral", disse ele ao chegar no aeroporto da cidade, onde, de cima de um veículo, discursou por poucos minutos. O político está internado, sem risco de morte.

 

SENADOR CID GOMES CHEGANDO EM SOBRAL O POVO DE SOBRAL NÃO VAI SE RENDER A CHANTAGEM!

Publicado por Ivo Gomes em  Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O vídeo foi divulgado pelo irmão de Cid, Ivo Gomes, que é prefeito de Sobral. As imagens mostram um discurso inflamado, com um conteúdo que repetidas vezes falou em paz. "Vamos descer de mão para cima simbolizando a paz e vamos a partir daí tomar providências. Quero que tudo seja feito na paz. Não quero que nenhuma pessoa tenha um ferimento sequer, mas eu enfrentarei aqueles que se dispuserem a enfrentar a ordem, a lei, a paz, a tranquilidade", disse. 

No momento em que sofreu os disparos, Cid Gomes dirigia um trator e avançou com um veículo sobre um portão, onde estavam alinhadas dezenas de pessoas mascaradas. A camisa laranja que usava havia sido um pedido feito para auxiliar na segurança da cidade, como explicou no aeroporto: "(Pedi que) vestissem camisa amarela ou laranja e nós vamos fazer a segurança de Sobral. Vamos circular, vou de peito aberto, vou à frente. Vamos circular no centro e pedir aos comerciantes que mantenham abertas as portas porque isso também é parte da resistência", disse.

Veja o momento em Cid Gomes é baleado em Sobral

Mais cedo, imagens gravadas na cidade mostraram pessoas dentro de viaturas da Polícia Militar passando por vias e ordenando o fechamento do comércio local. Gomes classificou as cenas como "deploráveis". "Vi hoje carros da polícia com pessoas sem farda dentro dos carros, mandando comerciantes fecharem suas portas. Ninguém vai fazer isso impunemente", acrescentou o senador para, em seguida, ouvir aplausos dos que acompanhavam o discurso. 

Antes de chegar ao aeroporto, Gomes já havia criticado a situação. Por volta das 15h15, o senador, que é ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, publicou um vídeo em seu perfil no Twitter, criticando os protestos feitos por policiais em Sobral. “Meus irmãos sobralenses, eu estou chocado ao ver cenas de quem deveria dar segurança para o povo e está promovendo a insegurança, a desordem. Eu não consigo me conformar com isso”, disse Cid.

Em seguida, o político pede que eleitores o recebam no aeroporto da cidade. “Estou saindo agora para Sobral, que é a minha terra, onde eu estou vendo cenas deploráveis e quero pedir a cada irmão e irmã sobralense do bem, que não se conforma, que está indignado com essa situação, para me esperar no aeroporto. Eu estarei chegando às 16h e vamos definir, coletivamente uma estratégia para dar paz à cidade de Sobral”, encerra. /COLABOROU PRISCILA MENGUE

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Moro autoriza envio da Força Nacional de Segurança ao Ceará

Decisão foi tomada após o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) ter sido baleado em um protesto de policiais que pedem aumento salarial, ao tentar furar o bloqueio de policiais militares em Sobral

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 21h16

BRASÍLIA - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou nesta quarta-feira, 19, o envio da Força Nacional de Segurança Pública para o Estado do Ceará, que virou palco de paralisação de policiais estaduais. A decisão do ministro atende ao pedido feito pelo governador Camilo Santana (PT) ao governo federal.

A decisão foi tomada após o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) ter sido baleado em um protesto de policiais que pedem aumento salarial, ao tentar furar o bloqueio de policiais militares em Sobral.

Moro determinou que a primeira equipe da Força Nacional de Segurança Pública chegue Estado na manhã desta quinta-feira. 20, a partir das 14h, e que a Polícia Rodoviária Federal desembarque na região em até 48 horas.

“Recomendo que sejam tomadas as necessárias providências para que o movimento paralisação seja encerrado o mais brevemente possível”, escreveu o ministro.

Pedido de apoio

O governador do Ceará, Camilo Santana, solicitou ao governo Jair Bolsonaro o apoio de tropas para reforçar a segurança no Estado, após quatro batalhões da Polícia Militar serem atacados. Os ataques foram feitos por pessoas encapuzadas, mas há suspeita de que os responsáveis sejam policiais. 

Segundo Santana, as ações foram feitas por homens mascarados que seriam "alguns policiais" e "mulheres que se apresentam como esposas de militares. O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, informou que três policiais militares foram presos em flagrante por estarem furando pneus de viaturas em Fortaleza, enquanto um oficial foi conduzido à delegacia em Juazeiro do Norte por estar com um capuz no bolso e armado. Outros 261 policiais estão sendo investigados por suspeita de participação nas ações.

Na Assembleia Legislativa, uma CPI foi protocolada para avaliar supostas irregularidades cometidas pelas associações que representam os agentes da segurança pública do Ceará e que ocasionaram essas paralisações. De acordo com o Ministério Público, 12 entidades serão investigadas. Nos últimos seis anos, elas receberam R$ 126,7 milhões de reais, mas apenas R$ 65 milhões foram movimentados. 

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Eduardo Bolsonaro diz que Cid não teve ‘o mínimo de inteligência’; Ciro responde

Filho do presidente publicou críticas em rede social, e apagou logo em seguida; ex-governador fez referências a envolvimento dos Bolsonaro com milícia

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 21h57

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou em uma rede social que o senador Cid Gomes (PDT-CE) não teve “o mínimo de inteligência” para lidar com os policiais grevistas do Ceará. A postagem vinha acompanhada com um vídeo do momento em que Cid é baleado, e foi apagada do perfil do deputado minutos depois. 

Segundo Eduardo, a deputada Major Fabiana (PSL-RJ) estava no Ceará para participar das negociações. Fabiana chegou a ocupar a Secretaria Estadual de Vitimização do Rio de Janeiro no governo Wilson Witzel (PSC-RJ), mas deixou o cargo alegando ser “eternamente leal à família Bolsonaro”. 

“A deputada Major Fabiana foi proativamente buscar a melhor saída para a atual situação da PM do Ceará. Infelizmente ela não pôde contar com o mínimo de inteligência do senador Cid Gomes”, escreveu Eduardo. 

O deputado foi procurado por meio de sua assessoria para explicar por que apagou a postagem, mas não respondeu. Segundos depois, Eduardo fez outro comentário no qual diminui o tom da crítica ao senador e diz que Cid Gomes cometeu uma “atitude insensata”.

Resposta

Irmão de Cid, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) respondeu à segunda mensagem do deputado. Por volta das 20h30, Ciro publicou nas redes sociais uma notícia com as declarações de Eduardo, e rebateu com acusações contra a família Bolsonaro. 

“Será necessário que nos matem mesmo antes de permitirmos que milícias controlem o Estado do Ceará como os canalhas de sua família fizeram com o Rio de Janeiro”, escreveu Ciro, que concorreu contra Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. 

A resposta de Ciro faz referência à relação do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), irmão mais velho de Eduardo, com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto no dia 9 na Bahia. Em 2005, Flávio propôs que Nóbrega recebesse a Medalha Tiradentes, mais alta honraria do Legislativo fluminense. À época, o miliciano estava preso por suspeita de homicídio

Quando era deputado estadual no Rio, Flávio também empregou a ex-mulher e a mãe do miliciano em seu gabinete. Após a morte de Adriano, ele voltou a se manifestar sobre o caso no Twitter e sugeriu que o miliciano tinha sido torturado. / COLABOROU TULIO KRUSE

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