EFE/ Jarbas Oliveira
EFE/ Jarbas Oliveira

Ceará afasta total de 168 PMs por envolvimento em motins

Suspensão vale por 120 dias; apontado como um dos responsáveis pelo tumulto, ex-deputado federal Cabo Sabino está entre punidos

Bruno Ribeiro, enviado especial

22 de fevereiro de 2020 | 19h16

FORTALEZA – O governo do Ceará publicou neste sábado, 22, uma relação de 160 policiais militares que foram suspensos das funções por envolvimento nos motins da Polícia Militar que ocorrem no Estado desde quarta-feira, 19. Entre os afastados está o PM reformado Cabo Sabino, ex-deputado federal apontado como um dos incentivadores do tumulto.

É a segunda relação de afastados. Na primeira, publicada na quinta-feira, havia oito afastados. Os 168 PMs foram afastados por “incapacidade de participação na Polícia Militar” e por terem “conduta transgressiva”. Com os afastamentos, os PMs passam a não receber mais salários. 

Cabo Sabino e os demais PMs passam agora a responder processo no Conselho Disciplinar, instaurado pela Controladoria Geral de Disciplina. O afastamento, por ora, é de 120 dias, mas as punições podem chegar à expulsão. “Os investigados deverão entregar identificações funcionais, distintivos, armas, algemas e outros elementos que os caracterizem nas suas unidades”, informou o governo cearense.

Sabino faz parte de um grupo de políticos com origem na Polícia Militar que têm atuado em favor dos grevistas, que inclui o deputado federal Capitão Wagner (Pros) e o vereador de Sobral Sargento Ailton (sem partido). A diferença é que o cabo chegou a ser reformado, enquanto os outros dois deram baixa para seguir com a carreira política. A reportagem não conseguiu contato com o ex-deputado punido.

O Exército e a Força Nacional de Segurança Pública já patrulham as ruas de Fortaleza, que neste sábado de carnaval está com os centros comerciais tradicionais fechados por causa das festas. Em Sobral, no interior, o patrulhamento ostensivo foi reforçado com homens da Polícia Rodoviária Federal. 

Nesta segunda, os ministros Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) terão reunião com o governador Camilo Santana (PT) para debater ações para garantir a segurança da população.

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