Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Covaxin: Randolfe quer ouvir diretor da PF e ministro da Justiça

Relatório diz que o presidente Jair Bolsonaro não prevaricou no caso Covaxin; o senador Randolfe quer que o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o diretor da Polícia Federal, Paulo Maiurino, sejam ouvidos no Senado

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 08h42

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse nesta segunda-feira, 31, que pretende convocar o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, para prestarem esclarecimentos no Senado sobre o relatório que concluiu não ter havido crime de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso Covaxin. 

Líder da oposição no Senado, o parlamentar chamou o presidente de “maloqueiro” e sugeriu que o relatório pode ser fruto de interferência do mandatário na PF. “Não bastasse desmoralizar as instituições, agora Bolsonaro esculhamba a Polícia Federal. Precisamos tirar esse maloqueiro da Presidência esse ano! Vamos pedir a convocação do Ministro da Justiça e do diretor da PF para prestar esclarecimentos no Senado”, publicou Randolfe em uma rede social.

A negociação em torno da compra da vacina da Covaxin motivou uma das principais linhas de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, da qual Randolfe foi vice-presidente. O caso foi levantado depois que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, disseram em depoimento à comissão que o presidente ignorou alertas a respeito de suspeitas de corrupção no processo de aquisição do imunizante. O governo chegou a empenhar os recursos para aquisição de 20 milhões de doses da vacina indiana, mas cancelou o contrato após a CPI começar a apurar possíveis irregularidades. A própria Controladoria-Geral da União recomendou que o negócio fosse desfeito. 

No relatório final da CPI, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) atribuiu ao presidente o crime de prevaricação — o ato de se omitir diante de denúncia grave — no caso Covaxin. O chefe do Executivo também foi acusado de agir com dolo na pandemia, praticar incitação ao crime, promover epidemia com resultado morte, entre outros crimes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.