Fernando Bizerra/EFE
Fernando Bizerra/EFE

'Brasileiro não quer escolher entre o fascismo e o PT', diz Ciro Gomes

Candidato do PDT fez críticas a Jair Bolsonaro e Fernando Haddad durante evento no Ibirapuera

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2018 | 12h47

Durante a "Caminhada pela Paz", evento realizado neste domingo no parque do Ibiraquera, em São Paulo, que reuniu eleitores do candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro afirmou que o brasileiro "não quer e não merece" um segundo turno para ter que decidir entre um "fascista", se referindo a Jair Bolsonaro (PSL), e "as enormes contradições do PT", do candidato Fernando Haddad.

Ciro afirmou que o PT não pensa no Brasil há anos e só quer se perpetuar no poder. Por isso fez alianças com o deputado Eduardo Cunha e os senadores Eunício Oliveira e Renan Calheiros, todos do MDB. " O PT está fazendo isso de novo, não aprendeu nada." Ao ser questionado sobre as razões de seu irmão, Cid Gomes, estar apoiando Eunício no Ceará, Ciro disse que a pergunta teria que ser feita para seu irmão. "Eu sou contra o Eunício Oliveira e ele vota no Haddad."

"Quero unir o Brasil que produz e trabalha" disse Ciro Gomes, falando que sua candidatura é uma alternativa para a "polarização odienta" que tomou conta do País. Sobre o crescimento de Haddad nas pesquisas, o candidato do PDT afirmou que eleição tem essas reviravoltas e é preciso ter calma. "Até a reta final, ainda haverá muitos momentos de emoção e viradas", disse ele. "Mas acredito em final feliz."

Em rápido discurso no evento, Ciro disse que o eleitor não deve se guiar por pesquisas de intenção de voto e se pautar pela responsabilidade. 

Delação. Ciro também negou estar envolvido em escândalos de corrupção ou outras irregularidades. "Quero lembrar ao meu querido amigo (Fernando) Haddad que tem muita gente que não é investigada por corrupção no Brasil. Eu, Ciro Gomes, não sou investigado".

O candidato do PDT declarou que "desafia qualquer pessoa a mostrar qualquer envolvimento meu em qualquer irregularidade, nem que seja para ser absolvido", ao responder sobre notícia do jornal O Globo de que estaria em delação da Galvão Engenharia protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF). Perguntado sobre essa delação, o presidenciável disse que ficou sabendo dela hoje pela imprensa. "Não há a menor probabilidade, nenhuma chance de meu nome estar envolvido em qualquer tipo de irregularidade", disse ele.

Ciro disse que seus adversários Haddad e Geraldo Alckmin (PSDB) é que respondem por denúncias de corrupção. "Eu não respondo por nenhuma acusação. Não vamos misturar alhos com bugalhos, porque é isso que interessa aos fascistas do Brasil, pegar as pessoas e jogar tudo na vala comum."

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