Marcio Dolzan/Estadão
Marcio Dolzan/Estadão

Bolsonaro terá multa de R$ 190 mil por aglomeração e falta de máscara em SP, diz Doria

Governador anuncia terceira autuação do presidente em evento das prévias do PSDB: 'se não pagar, vai para a dívida ativa'

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2021 | 18h04
Atualizado 21 de agosto de 2021 | 19h35

RIO – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou neste sábado, 21, que o presidente Jair Bolsonaro foi multado pela terceira vez por promover aglomeração e circular sem máscaras no Estado. Por causa disso, o presidente será autuado em R$ 190 mil e, se não quitar o débito, poderá ter seu nome inscrito na dívida ativa de São Paulo. 

"O presidente Jair Bolsonaro tomou a terceira multa e vai para a dívida ativa, porque foi a São Paulo novamente sem máscara, promoveu aglomeração sem máscaras, e lá a lei é feita pra ser cumprida", disse Doria.

Mais tarde, também neste sábado, o governo paulista divulgou nota oficial na qual informa que o valor de três multas aplicadas ao presidente pode chegar ao total de R$ 4,5 milhões. "Por mais este desrespeito ao uso obrigatório da proteção facial, pode ser multado em até R$ 1,5 milhão com base em legislação federal", diz a nota sobre a autuação mais recente. 

Doria foi ao Rio em campanha para ter seu nome escolhido nas prévias do PSDB que definirá o candidato do partido à presidência da República. A definição acontecerá em novembro. 

"Como é a terceira vez, agora ele (Bolsonaro) terá uma multa ainda maior. A multa que vai ser aplicada no presidente Bolsonaro é de R$ 190 mil reais. Se não pagar, vai para a dívida ativa. E se não respeita a dívida ativa, ele vai saber através do Serasa o que é ter ficha preta. Não terá mais crédito pra fazer compras, nem crediário. Será um ficha-preta. Aliás, já é ficha-preta em um monte de coisa, vai ser ficha-preta também no âmbito do Serasa", declarou o governador, em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio. 

Minutos mais tarde, Doria retomou o assunto. "Quero fazer uma correção aqui: eu falei ficha-preta, mas é ficha suja o nosso presidente Bolsonaro. Mas ele é preto e é sujo. Preto do ponto de vista da negatividade que ele representa, mas ficha-suja no âmbito da Serasa." 

Evento das prévias tucanas promove aglomeração

O tucano chegou à sede da ABI pouco depois das 15h. Dezenas de apoiadores e pessoas com bandeiras com seu nome e do PSDB se aglomeraram na entrada do prédio. Passistas e integrantes da bateria da escola de samba Imperatriz Leopoldinense também estavam no local para recepcionar Doria. 

O governador desceu da van e foi logo ao encontro dos integrantes da agremiação carnavalesca. Ele posou para fotos e arriscou uns passos de samba com as duas passistas da Imperatriz que estavam presentes. Por cerca de dois minutos, dançou ao ritmo do clássico samba "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós".

Indagado sobre a aglomeração durante a sua chegada, Doria disse que era "inevitável". 

"Não há como você limitar ou impedir, seja aqui no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte ou em qualquer cidade, as pessoas querem conviver. A recomendação que nós fizemos fortemente é 'usem álcool gel em abundância e usem máscaras. Você não vai conseguir eliminar aglomerações", afirmou.

O governador comentou as dificuldades de comunicação na pandemia. "É difícil você dizer para as pessoas que elas não podem ir à praia, é difícil você dizer que elas não pode frequentar o calçadão, é difícil você dizer que elas não podem mais ir a uma praça, que elas não podem sair, não podem mais sair de suas casas ou participar de alguma atividade que significação aglomeração de mais pessoas." 

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