André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Bolsonaro rebate Alckmin: 'Estou aguardando alguém da sua laia me chamar de corrupto'

Deputado federal carioca respondeu aos ataques do ex-governador de São Paulo, que o chamou de populista e o igualou ao PT

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 18h49

SÃO PAULO - O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) se defendeu dos ataques do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin pelas redes sociais, que o chamou de populista, e disse que aguarda alguém da "laia" de Alckmin o chamar de corrupto. Na resposta, Bolsonaro alegou ter recusado propina do PSDB na votação da emenda que aprovou a reeleição no País, em 1997, e que permitiu a recondução de Fernando Henrique Cardoso à Presidência.

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"Geraldo Alckmin me rotula de atrasado por meus votos no passado. Um dos votos que mais me orgulha foi o contra a reeleição de FHC. Não aceitei a propina do seu partido PSDB", escreveu Bolsonaro. "Estou aguardando alguém da sua laia me chamar de corrupto", diz o tuíte.

Com dificuldades para crescer nas pesquisas eleitorais, o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB comparou o deputado federal ao PT. "O Bolsonaro e o PT são a mesma coisa, é o atraso. Ele votou igual ao PT em toda as pautas econômicas. O que anda para trás é caranguejo. O Brasil não vai regredir, o sofrimento foi muito grande com esse período populista", disse Alckmin, ao ser questionado sobre Bolsonaro durante sabatina realizada pela Folha de S.Paulo, UOL e SBT. 

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Eleições 2018

Idealizador de um manifesto para unir o chamado "centro democrático e reformista", Alckmin pregou, na sabatina, a união de partidos de centro em turno de uma candidatura única à Presidência, mas reconheceu que o campo não terá apenas um candidato no primeiro turno. Ele disse que PSDB e PPS, além de parlamentares do PSD, PTB e PV, já assinaram o documento.

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O tucano repetiu que só deve crescer nas pesquisas quando a campanha começar no rádio e na TV. Ele destacou que as pesquisas, no momento, apenas "olham para trás" e que os candidatos "fora dos extremos" devem crescer no período oficial da campanha.

"Esta é uma eleição de resistência e de chegada", declarou. "Precisa ter resistência, não aceitar todas as provocações, passar por cima delas e perseverar." Geraldo Alckmin classificou ainda como "fake news" a especulação sobre a possibilidade do ex-prefeito de São Paulo João Doria substituí-lo como candidato do PSDB à Presidência da República.

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"Fake news. Não existe isso, o João Doria é candidato [ao governo de São Paulo]", disse Alckmin, apontando a especulação como "criatividade" em busca de uma novidade e comparando o caso com o apresentador de TV Luciano Huck e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que chegaram a considerar a hipótese de entrar na corrida presidencial.

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