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Bolsonaro apresenta boa evolução clínica após cirurgia, diz boletim

Presidente não teve sangramentos, febres ou complicações

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2019 | 08h07
Atualizado 29 de janeiro de 2019 | 11h43

Após passar por uma cirurgia de sete horas para retirada da bolsa de colostomia, na segunda-feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresenta boa evolução clínica, diz o boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein às 10h desta terça-feira.

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Bolsonaro não apresentou sangramentos ou outras complicações, está sem febre e permanece sem disfunções orgânicas, acrescenta a equipe médica. Com alimentação oral suspensa, ele recebe analgésicos para controle de dor, hidratação endovenosa e medidas de prevenção de trombose venosa.

"A reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e ocorrerá de forma paulatina e no momento oportuno", diz o boletim, assinado pelo cirurgião Antonio Luiz Macedo, pelo clínico e cardiologista Leandro Echenique e pelo superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein, Miguel Cendoroglo.

A indicação médica é que Bolsonaro permaneça em repouso maior até esta quarta, 30, quando está prevista a vinda de outros ministros para a capital paulista. Por enquanto, o único que acompanha o presidente no hospital é o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

Por ordem médica, visitas além da família e de assessores próximos estão suspensas. O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, deve conceder uma entrevista coletiva no fim da tarde. 

O presidente usou suas redes sociais para informar que estava bem e aproveitou para agradecer aos médicos que cuidaram dele. "Foram tempos difíceis, consequência de uma tentativa de assassinato que visava destruir não só a mim, mas a esperança de muitos brasileiros num futuro melhor. Agradeço a Deus por estar vivo, aos profissionais que cuidaram de mim até aqui e a todos vocês pelas orações! Estou bem", escreveu em seu Twitter.

Recuperação

O cirurgião Antonio Luiz Macedo, que comandou a operação, afirmou que o presidente está "ótimo", passou a noite bem e é "muito forte". Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o médico declarou ser impossível falar em perspectiva de evolução porque "cada dia é um dia".

"Foi tudo muito bem, ele está ótimo. Passou a noite muito bem. Ele é muito forte", declarou Macedo, acrescentando que Bolsonaro continua sem dor e não tem nenhuma queixa. Após a cirurgia, a alimentação foi interrompida. Por enquanto, o presidente apenas recebe hidratação venosa. 

"Cada dia é um dia. Em medicina, graças a Deus, não tem perspectiva e não tem expectativa. Hoje ele está muito bem", disse Macedo, quando perguntado sobre a perspectiva de evolução do quadro de saúde do paciente. 

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