Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Bastidores: 'É um debate raiz', diz prefeito de SP

Bruno Covas (PSDB) elogiou o clima quente entre os candidatos ao governo

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2018 | 23h42

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que o embate entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) na TV Bandeirantes foi a volta do "debate raiz".

"Quase um octógono", brincou, ao comentar ao Broadcast Político a alta temperatura do embate dos concorrentes ao governo de São Paulo. O clima de fla-flu chegou à plateia que, após a ameaça do apresentador Fábio Pannunzio de retirar as claques dos candidatos, se acalmou.

Geralmente educados, os dois candidatos trocaram farpas e não pouparam ataques pessoais. Enquanto Doria reafirmava o apoio a Bolsonaro e tentava colar a imagem do PT em França, que é do PSB, o atual governador acusava o ex-prefeito de trair o padrinho político Geraldo Alckmin.

Na saída do primeiro debate do segundo turno os candidatos destacaram as táticas usadas e o clima beligerante. "Natural, não espere nada diferente disso", disse Doria sobre a troca de acusações constante do encontro. Para França, a falta de discussão de planos de governo pode ficar para depois. "Antes de revelar programas programas, a gente tem de revelar caráter", explicou.

Ex-secretário de Doria

O vereador Gilberto Natalini (PV), que foi secretário de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo, criticou a tática do tucano de tentar associar a imagem do governador paulista, Márcio França (PSB), ao PT. "Não cola isso aí", afirmou, ao Broadcast Político. "O eleitor do Márcio não está preocupado com isso."

Natalini, que apoia França e foi secretário de Meio Ambiente de Doria em 2017, aproveitou para criticar o ex-chefe. "Ele está tenso, nervoso, fica mexendo nos papéis toda hora", afirmou.

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