João Amoêdo defende teto de gastos, reforma trabalhista e terceirização irrestrita

Em entrevista ao programa Canal Livre, candidato do Novo à Presidência nas Eleições 2018 também voltou a repetir que quer cortar privilégios

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2018 | 02h57

SÃO PAULO - O presidenciável João Amoêdo (Novo) defendeu as principais medidas adotadas pelo governo Michel Temer no âmbito econômico em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, na madrugada desta segunda-feira, 27. Ele disse que, se eleito presidente, vai manter a PEC do Teto de Gastos, a reforma trabalhista e a possibilidade de terceirização da atividade-fim das empresas.

"A reforma trabalhista foi positiva, só faria o FGTS ter portabilidade, porque hoje rende menos que a poupança e o governo empresta esses recursos para grandes empresas com taxas subsidiadas", explicou João Amoêdo. "O Estado é um grande concentrador de renda", completou o candidato nas Eleições 2018.

Sobre o teto de gastos, João Amoêdo disse apenas que o "erro estratégico" do governo foi não ter feito a reforma da Previdência antes, o que pode tornar o limite imposto pela PEC sem sentido. A mudança das regras da aposentadoria será encaminhada ao Congresso nos primeiros dias do seu eventual mandato, segundo ele, assim como reformas tributária, administrativa e política.

Amoêdo fala em nova proposta

O candidato também voltou a repetir que quer cortar privilégios. Por causa disso, "não vai morar em palácio ou usar cartão corporativo" e só vai usar os aviões da FAB em viagens oficiais. Como nova proposta, seu ministério, caso eleito, será composto apenas por 12 pastas, que serão chefiadas por nomes técnicos, acrescentou.

Questionado sobre a baixa representatividade do Novo, que não tem não nenhum parlamentar no Congresso, Amoêdo disse que percebeu, após a criação da sigla, em 2010, que o sistema atual não visa a ajudar o povo, mas a perpetuar aqueles que já estão no poder. "Queremos trazer gente nova." Segundo ele, na próxima eleição, o Novo já terá ao menos cinco parlamentares, o que o credenciará a participar dos debates entre os candidatos a presidente.

"Não vamos mudar de um dia para o outro. Mas temos que fazer as mudanças no Brasil baseadas em princípios e valores. Vai dar certo? Não sabemos. Mas a frustração de não tentar é muito pior", disse. "Esse é um projeto para as novas gerações, não para a gente", afirmou, quando os entrevistadores disseram que a insatisfação popular não parece, pelas pesquisas, se traduzir em apoio a candidatos distanciados da "política antiga".

Ele repetiu que o Novo não usa fundo partidário e eleitoral e criticou as coligações realizadas só para conseguir tempo de TV. 

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