Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alcolumbre minimiza pedidos de impeachment de ministros do STF: 'não está no radar'

Presidente do Senado disse que crise institucional não fará bem ao Brasil no atual momento

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2019 | 17h13

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), minimizou o efeito dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebidos na Casa. "Não está no radar. Uma crise institucional agora não fará bem ao Brasil", disse Alcolumbre após reunião com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Alcolumbre declarou também que o atendimento a indicações para cargos políticos é fundamental para os parlamentares. Em meio à articulação para a votação da reforma da Previdência no Congresso, Alcolumbre ponderou que "toma lá dá cá" é uma frase "muito forte".

Quando se fala 'toma lá dá cá', isso é uma frase muito forte. A democracia precisa de conversa e de entendimento", disse o presidente do Senado após reunião com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes.

Perguntado sobre a presença do presidente Jair Bolsonaro na articulação da proposta, Alcolumbre destacou que, no início do governo, Bolsonaro ficou fora da articulação. As coisas, porém, "avançaram muito" nos 30 dias, observou. "O presidente pessoalmente entrou em campo para apresentar para o Parlamento a importância de aprovação dessa reforma. Faz toda a diferença, é a figura do presidente da República."

Supremo

A pressão contra ministros do STF aumentou após a Corte decidir, na semana passada, que cabe à Justiça Eleitoral julgar casos de corrupção quando há conexão com crimes eleitorais. O resultado foi criticado por integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Durante a semana passada, o Supremo foi alvo alvo de ataques nas redes sociais. Na quinta, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, anunciou a abertura de inquérito criminal para apurar fatos relacionados a notícias “falsas”, denúncias caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honra de membros do STF e seus familiares. 

No Senado, a CPI da "Lava Toga", que mira no chamado "ativismo judiciário" de ministros de cortes superiores, conseguiu na sexta-feira o número de assinaturas necessárias para ir adiante

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