Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

ABI repudia decisão monocrática do TSE que vetou manifestações políticas no Lollapalooza

Associação Brasileira de Imprensa prevê que plenário deve reverter a liminar cautelar do ministro Raul Araújo

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2022 | 21h49

RIO - A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou nota neste domingo, 27, onde repudia a decisão monocrática do ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a manifestação política de músicos e grupos musicais no festival Lollapalooza e ressalta que confia na revogação da liminar pelo plenário do órgão.

A liminar foi concedida neste domingo à ação impetrada no sábado pelo Partido Liberal (PL), do presidente Jair Bolsonaro, depois que a cantora Pabllo Vittar exibiu uma bandeira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu show. O petista é líder nas pesquisas de intenção de voto e principal adversário político de Bolsonaro nas eleições de outubro. A ação alegou propaganda eleitoral antecipada.

Segundo a decisão do ministro, se a liminar for descumprida, os organizadores do evento terão que pagar R$ 50 mil.

A ABI afirmou na nota que a decisão afronta as liberdades de expressão e de manifestação, garantidas pela Constituição, e representa um ato de censura, que foi extinta com o fim da ditadura militar.

"A ABI tem certeza que o plenário do TSE irá revogar esta liminar e rejeitar a ação antidemocrática, feita pelo Partido Liberal, restabelecendo o primado do direito à livre manifestação de pensamento, como deve ser num Estado Democrático de Direito", disse em nota.

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