Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

1.º de Maio une adversários em evento virtual e terá Bolsonaro como alvo

Lula, Ciro, Maia e parlamentares de esquerda e de centro-direita participam de ato organizado pelas centrais

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2021 | 05h00

O tradicional evento organizado pelas centrais sindicais no 1.° de Maio, Dia do Trabalhador, vai reunir neste sábado, 1º, pela primeira vez antigos adversários políticos no mesmo palanque virtual e terá o presidente Jair Bolsonaro como alvo central dos discursos. 

Além de três ex-presidentes – Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso –, o ato terá a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Flávio Dino (PCdoB), e parlamentares de esquerda e de centro-direita, entre eles o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dirigentes partidários e artistas, como Chico Buarque e Elza Soares.

O ex-presidente Michel Temer não foi convidado. Já o governador João Doria (PSDB) enviou um vídeo, mas o material foi vetado por pressão de dirigentes da CUT.

“Achei equivocada a decisão de vetar o vídeo. O momento é de unidade nacional pela vacina e tivemos várias reuniões com o Doria”, disse Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros.  Segundo o dirigente, o impeachment de Bolsonaro não está na pauta oficial do evento, mas estará presente nos discursos. 

A live do 1º de Maio Unitário das Centrais deste ano terá formato diferente do ano passado e duração menor. Em 2020 foram quase seis horas de ato virtual. Neste, a previsão é de três horas de duração com 18 lideranças sindicais – os nove presidentes mais nove mulheres dirigentes. 

A pauta de reivindicações prega “Democracia, Emprego, Vacina para todos e Auxílio Emergencial de R$ 600,00, enquanto durar a pandemia”. 

Até 2018, CUT, Força Sindical fizeram atos separados e com perfis diferentes. Ligada ao Solidariedade, partido do Centrão, a Força sorteou carros, apartamentos e recebeu lideranças governistas no palco, enquanto a CUT, que é próxima ao PT, fez eventos mais modestos e de oposição.

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