DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Sem biometria, TSE termina teste de segurança das urnas eletrônicas

Em 17 de agosto, a Justiça eleitoral encerrará os exames e a oportunidade de verificação de seu sistema; novas urnas só em 2022

Marcelo Godoy e Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2020 | 05h00

A eleição de 2020 terá como a novidade a suspensão da biometria em razão do risco da covid-19. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, segundo especialistas, ela não deve afetar a segurança do pleito.

“Existem cerca de 30 sistemas de segurança que um hacker teria de driblar para fraudar uma única urna. E, mesmo assim, o boletim de urna é emitido antes de ela ser ligada à rede do TSE para a transmissão de dados. Assim, o resultado do TSE tem de ser o mesmo da urna”, afirmou o advogado e professor de direito eleitoral Alberto Rollo.

O dia 17 de agosto é o último para a entrega ao Tribunal Superior Eleitoral de códigos-fonte e dos programas de verificação – e a chave pública corresponde – dos programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras da eleição. Quem deve receber o material é a Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.

A segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação é alvo de notícias falsas publicadas por organizações de extrema-direita desde 2014. Até agora nenhuma fraude no sistema foi comprovada e os casos apontados eram, na verdade, notícias falsas. “Os testes são feitos na presença dos partidos, do Ministério Público e da OAB. Apesar de haver quem diga que houve fraude nas eleições, as provas disso nunca foram apresentadas”, afirma o advogado.

Até agora a única fragilidade apontada por especialistas em computação convocados pelo TSE para testar o sistema foi o dos sons dos números digitados na urna. Como eles eram diferentes, podiam permitir aos mesários saber em quem o eleitor votou. O problema foi sanado com a uniformização dos sons dos números.

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