Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Saiba quem pode ser candidato a governador do Rio nas eleições 2018

Índio da Costa, Romário, Bernardinho, Celso Amorim; veja quais pré-candidaturas já estão definidas e como partidos articulam apoios e alianças para disputa pelo Palácio da Guanabara

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2018 | 15h52

As candidaturas para as eleições 2018 só poderão ser oficializadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, quando serão realizadas as convenções partidárias. No entanto, muitas siglas já decidiram ou estão articulando quais serão seus nomes na disputa.

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No Rio de Janeiro, mesmo com a definição de pelo menos oito pré-candidatos, os partidos ainda articulam apoios e alianças para a disputa pelo Palácio da Guanabara.

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Confira abaixo uma lista dos prováveis candidatos a governador do Rio de Janeiro neste ano:

Índio da Costa (PSD)

O deputado federal é o único nome cogitado pelo PSD, até o momento, para ser candidato a governador do Rio de Janeiro. Ex-secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da administração de Marcelo Crivella, Índio da Costa espera contar com o apoio do prefeito do Rio e de seu partido, o PRB, nas eleições estaduais. Crítico da intervenção militar na Segurança Pública do Rio – apesar de ter votado a favor da medida na Câmara dos Deputados -, o parlamentar já foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) em 2010. Naquela oportunidade, Índio da Costa estava filiado ao DEM.

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Romário (PODE)

O senador é o pré-candidato a governador do Rio do Podemos (ex-PTN). A pretensão do ex-jogador de disputar o pleito foi anunciada em setembro do ano passado e confirmada em março deste ano. Em 2014, Romário foi eleito ao Senado Federal com 4.683.963 votos, um número pouco menor dos votos somados (4.861.678) que Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella receberam no primeiro turno da eleição para governador daquele ano. A eventual concretização da candidatura de Romário também deve abrir palanque no Rio para o senador Álvaro Dias, pré-candidato de seu partido para a Presidência da República.

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Tarcisio Motta (PSOL)

O vereador do Rio de Janeiro deverá ser novamente o candidato do PSOL para o Governo do Estado. Em 2014, Tarcísio Motta surpreendeu durante a campanha e alcançou a quinta posição na eleição para o Palácio da Guanabara, com quase 9% dos votos no primeiro turno. Neste ano, um dos nomes cotados para compor a chapa de Motta como candidata ao cargo de vice-governadora era o da vereadora Marielle Franco, assassinada em uma emboscada no centro do Rio no mês de março.

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Celso Amorim (PT)

O ex-chanceler Celso Amorim é o provável candidato petista para o Governo do Rio. A pré-candidatura do ministro das Relações Exteriores nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foi confirmada ao Estado pelo presidente do PT no Rio, Washington Quaquá. De acordo com ele, o partido ainda não fechou nenhum acordo, mas negocia o eventual apoio do PCdoB para as eleições 2018 no Estado.

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Leonardo Giordano (PCdoB)

O PCdoB, no entanto, também já definiu seu pré-candidato para as eleições 2018. O vereador de Niterói Leonardo Giordano é a aposta da sigla para as eleições estaduais. De acordo com Giordano, o objetivo do PCdoB é construir uma “frente ampla” na disputa ao Governo. A ideia deverá ser discutida com líderes do PDT, PSB, PSOL, PCO e também com o PT. Apesar de se considerar uma alternativa viável para o pleito, Giordano admite que pode abrir mão da candidatura própria para apoiar outro nome, de outro partido, que encabece esta frente.

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Miro Teixeira (Rede)

Quem também está conversando com líderes de outros partidos é o deputado Miro Teixeira, provável candidato da Rede Sustentabilidade para o Governo do Rio. O parlamentar revelou ao Estado que mantém diálogo aberto com outros pré-candidatos e que já procurou conversar com membros das direções do PSDB, PPS, PSD e DEM. Atualmente no sétimo partido de sua carreira política, Miro já confirmou que não será candidato para a Câmara dos Deputados nesta eleição.

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Wilson José Witzel (PSC)

O ex-juiz federal deixou a magistratura após 17 anos no início de março e deve ser o candidato a governador do Rio pelo PSC. Nascido em Jundiaí, Wilson José Witsel  se mudou para o Rio aos 19 anos, onde foi integrante do Corpo de Fuzileiros Navais, servidor municipal na PreviRio e defensor público estadual antes de se tornar juiz, em 2001. Como magistrado, atuou em varas cíveis e criminais no Rio e no Espírito Santo. Sua candidatura também deverá servir como palanque no Rio para Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e pré-candidato à Presidência da República pelo PSC.

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Anthony Garotinho (PRP)

Recém-filiado ao PRP, o ex-governador é o nome do pequeno partido para as eleições 2018 no Estado do Rio. De acordo com a sigla, a provável candidatura de Anthony Garotinho já conta com apoio de Pros, Patriota e PPL. O ex-ministro do Trabalho Brizola Neto (PPL) é cotado para compor a chapa como vice. Preso em novembro de 2017 sob acusações de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos de 2009 e 2016, Anthony Garotinho teve a prisão preventiva suspensa ainda em dezembro do ano passado, por decisão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

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Eduardo Paes (DEM)

O ex-prefeito do Rio de Janeiro deixou o MDB e se filiou ao DEM no início de abril. Antes disso, Eduardo Paes chegou a negociar sua ida para o PP. Após reuniões com os líderes das duas siglas, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia chegou a afirmar que se Paes se candidatasse ao Palácio da Guanabara pelo PP o DEM o apoiaria e vice-versa. No entanto, o ex-prefeito ainda não definiu se será, de fato, candidato a governador do Rio de Janeiro. Se decidir concorrer, ainda terá de enfrentar outro problema: Paes está atualmente inelegível por abuso de poder econômico após decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio.  Ele nega as acusações e ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

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Vinícius Farah (MDB)

Partido do atual governador Luiz Fernando Pezão e de seu antecessor, Sérgio Cabral, o MDB pretende ter candidato próprio nas eleições 2018. De acordo com o deputado federal Leonardo Picciani, presidente estadual da legenda, o nome cotado para disputar o Palácio da Guanabara pela sigla é o de Vinícius Farah, ex-prefeito do município de Três Rios.

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Martha Rocha e Pedro Fernandes (PDT)

A deputada estadual Martha Rocha é o nome preferido pela direção do PDT para a candidatura ao Governo. A parlamentar, contudo, não tem interesse em disputar o pleito para o Palácio da Guanabara e reluta em aceitar a indicação. Neste cenário, o partido presidido pelo ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi também cogita a candidatura do deputado estadual Pedro Fernandes. Recém-filiado à sigla, Fernandes já foi secretário estadual de Ciência e Tecnologia na gestão Pezão e secretário municipal de Assistência Social na gestão Crivella e colocou seu nome à disposição do partido para o pleito estadual. A definição do impasse deve acontecer em meados de maio.

PSB

O PSB ainda não decidiu se lançará um candidato próprio para governador. Presidente estadual da sigla e candidato a prefeito do Rio em 2016, o deputado federal Alessandro Molon não quer disputar as eleições para o Palácio da Guanabara e pretende ser candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados. A definição da candidatura do PSB para a Presidência da República pode influenciar a decisão no plano estadual. Atualmente, o partido vive o impasse sobre a possibilidade do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa concorrer ao Palácio do Planalto. A eventual candidatura estadual da sigla poderia ser um palanque valioso no Rio de Janeiro para o jurista.

Partido Novo

O ex-técnico da seleção brasileira de vôlei era o nome desejado pelo Partido Novo, mas não deve disputar a eleição ao Governo do Rio. Bernardinho ainda não se manifestou oficialmente, mas a desistência foi confirmada ao Estado pelo presidente estadual da sigla, o engenheiro Luciano Carvalho. Filiado à legenda desde 2016, o treinador deverá se tornar uma espécie de “embaixador” e participar de eventos de candidatos a deputados. Por ora, não há nenhum nome cogitado pelo partido para disputar o cargo de governador.

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