Lalo de Almeida/The New York Times
Lalo de Almeida/The New York Times

PT começa a montar estrutura da campanha ao Planalto

Coordenação-geral ficará com o ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli; Ricardo Berzoini cuidará das finanças

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 22h00

BRASÍLIA - Mesmo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso, em Curitiba, condenado pela Lava Jato, a cúpula do PT começou a montar a estrutura de campanha do petista ao Planalto nas eleições 2018 e só vai partir para o chamado “Plano B” no último minuto.

O ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli será o coordenador-geral da campanha do PT e o ex-ministro Ricardo Berzoini ficará responsável pelas finanças. O time será integrado, ainda, pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e pelos ex-ministros Luiz Dulci e Gilberto Carvalho.

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O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad continua no comando do programa de governo e é, até agora, o nome mais cotado para assumir a vaga de candidato ao Planalto, caso Lula seja impedido de entrar na disputa por causa da Lei da Ficha Limpa. Oficialmente, no entanto, essa discussão é vetada no partido.

Justiça

A Executiva Nacional do PT se reuniu nesta terça-feira, 3, em Brasília, e aprovou os nomes indicados por Lula para a coordenação da campanha. Na ocasião, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente da sigla, leu uma carta escrita por ele com críticas ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ao juiz Sérgio Moro.

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“Já não há razões para acreditar que terei Justiça”, escreveu Lula. “Se não querem que eu seja presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas”, completou. Para Lula, o seu processo foi permeado por “manobras” para tirá-lo do páreo.

Coordenador financeiro da campanha petista, Berzoini disse ao Estado que o PT não fará aliança com Ciro Gomes (PDT) porque ele adotou um programa com “posições privatistas”. Afirmou, ainda, haver hoje uma distância “irreconciliável” com o pré-candidato do PDT, que foi ministro da Integração Nacional no governo Lula. “O problema não é com Ciro, mas com certas linhas programáticas adotadas por ele, como, por exemplo, em relação à Previdência Social”, argumentou.

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Embora o PSB esteja mais próximo de Ciro, Berzoini disse acreditar em um acordo com o partido. “Diferentemente da última eleição, nosso programa tem nitidez à esquerda. E é importante que a esquerda dialogue sobre o que está acontecendo no País e o que significa construir consensos, tanto sobre o candidato como em relação à questão programática”, afirmou Berzoini, também fazendo um aceno ao PCdoB. A pré-candidata do PCdoB à Presidência é Manuela d’Ávila, mas uma ala do partido prefere fazer um acordo com Ciro.

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