Waldemir Barreto/Agência Senado
Waldemir Barreto/Agência Senado

PSB recua e Lídice da Mata aceita ser candidata a deputada federal pela Bahia nas eleições 2018

Exclusão de senadora da chapa encabeçada pelo PT no Estado irritou cúpula nacional pessebista; partidos negociam aliança

Yuri Silva , O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 16h29

SALVADOR - Após ser excluída da chapa majoritária encabeçada pelo governador da Bahia e pré-candidato à reeleição Rui Costa (PT), a senadora Lídice da Mata (PSB) anunciou na tarde desta terça-feira, 3, que será candidata a deputada federal nas eleições 2018. A decisão, tomada em reunião da Executiva Estadual do PSB, deixou de lado, definitivamente, a possibilidade de Lídice tentar se reeleger ao Senado em uma candidatura avulsa – fórmula que era defendida por uma ala da legenda, que pressionava a senadora.

Caso Lídice se lançasse em “carreira solo” na disputa majoritária, o PSB não teria a permissão das outras siglas da base aliada para participar da aliança proporcional, tendo que formar seu próprio quociente eleitoral. Isso, avaliam parlamentares da legenda, praticamente inviabilizaria a eleição de deputados federais e estaduais pelo partido.

A exclusão da senadora Lídice da Mata (PSB) da chapa majoritária do governador da Bahia Rui Costa (PT) causou irritação na cúpula do PSB nacional, com quem o PT negocia uma aliança visando à disputa pelo Palácio do Planalto. 

++ Partidos 'empurram' convenções das eleições 2018 para a reta final

Com o recuo, a senadora Lídice da Mata também deixou aberta para o atual deputado federal Bebeto Galvão (PSB) a vaga de suplente de Jaques Wagner (PT) na disputa ao Senado na composição petista - posição oferecida ao PSB como forma de compensar a ausência da sigla na titularidade da aliança. Nesta quarta, Galvão reúne-se com apoiadores de seu mandato para avaliar a proposta com lideranças do PSB - e, conforme apurou o Estado, o parlamentar deverá aceitar a posição.

A vaga de suplente do outro pré-candidato a senador na chapa, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD), deve ser ocupada por um nome do PCdoB.

Nesta terça, em nota enviada à imprensa para comunicar a decisão de Lídice, o PSB baiano voltou a criticar o PT pela ausência da senadora na composição governista. Após chamar a formação da chapa, que privilegiou partidos de centro-direita como PP e PSD, de “erro histórico”, o diretório estadual da legenda afirmou que “a injusta retirada de Lídice da chapa majoritária reduz o espaço da esquerda e das mulheres na política baiana”.

++ Perillo sugere Meirelles como vice de Alckmin

No comunicado, o PSB voltou a demarcar território, afirmando que apoiará apenas a reeleição do governador Rui Costa e a postulação de Jaques Wagner ao Senado – sem citar Ângelo Coronel. O nome do vice-governador João Leão (PP), que disputará a reeleição no mesmo posto que ocupa, também não foi citado pelo partido na nota.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.